Jobson: espera de até 60 dias por posição da Corte Arbitral
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Terminou no início da tarde desta terça-feira (horário de Brasília) a audiência de Jobson na Corte Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, na Suíça. Foram cerca de oito horas de depoimentos de testemunhas, inclusive do jogador, e advogados, sobre o caso de doping em que o atacante do Bahia e envolveu na época em que jogava pelo Botafogo.
Após a audiência, Jobson deixou o tribunal otismista quanto ao parecer da Corte do Esporte. Agora resta esperar pelo resultado da CAS, que pode forçar Jobson a ficar longe dos gramados por um ano e meio. A decisão será divulgada em até 60 dias.
Os argumentos em favor de Jobson foram ouvidos por três juízes. Eles terão o poder de decidir se a pena dada pelo SJTD de seis meses será mantida ou, atendendo recurso da Agência Mundial Antidoping (Wada), o jogador deverá ser punido por mais tempo. Se o jogador pegar um gancho, o contrato de empréstimo com o Bahia prevê que ele deve retornar ao Botafogo.
A pena máxima é de dois anos, segundo o veredito do primeiro julgamento na Justiça brasileira. Como já cumpriu seis meses de suspensão, Jobson, nas pior das hipóteses, ficaria um ano e seis meses longe dos campos. Não há chance de banimento do esporte.
Jobson foi à Suíça acompanhado dos seguintes representantes do Botafogo: Luiz Fernando Medeiros, chefe do departamento médico, Maíra Ruas, psicóloga, José Mauro Couto Filho, vice jurídico, e Aníbal Rouxinol, gerente jurídico, que foram testemunhas. Além deles, os advogados pessoais Bichara Neto, Carlos Portinho e Stefano Malvestio.
A comitiva desembarca no Brasil nesta quarta-feira. Jobson segue direto para Curitiba, palco do próximo compromisso do Bahia pelo Brasileiro, contra o Atlético-PR, sábado, às 18h30. O jogador poderá participar normalmente do Brasileirão até que o veredito seja divulgado.
LANCE! Responde
Se Jobson já cumpriu seis meses de pena, por qual motivo o caso foi parar na Corte Arbitral do Esporte?
- A Agência Mundial Antidoping (Wada) não ficou satisfeita com a "aliviada" dada pelo STJD a Jobson. A pena caiu de dois anos para seis meses e a Wada pediu novo julgamento na Corte do Esporte.
Ele ainda poderá recorrer?
- Não. Este é o capítulo final do caso. Depois dessa audiência, não há mais o que ser feito, tanto por parte da defesa, quanto da promotoria.
Quais as possibilidades de futuro para Jobson?
- Se condenado, volta para o Botafogo. Se absolvido, continua emprestado ao Bahia.
Caso Jobson
8/11/2009
Após a vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Coritiba pelo Brasileirão, Jobson passa pelo exame antidoping, que flagra o uso de cocaína. Um mês depois, o exame seria refeito contra o Palmeiras, com o mesmo resultado. Jobson chega a acertar com o Cruzeiro após o termino do Campeonato Brasileiro, mas o negócio acaba melando devido ao doping.
19/1/2010
Em julgamento no STJD, Jobson confessa o uso de crack e não de cocaína, como havia revelado o exame. Correndo risco de ser banido do esporte, o atacante acaba sendo punido por dois anos.
29/4/2010
O STJD decide em última instância pela redução da pena para seis meses. Assim, Jobson é liberado para jogar em julho. A reestreia ocorre na derrota do Bota para o Flamengo, por 1 a 0.
4/1/2011
A Agência Mundial Antidoping (Wada) solicita à Fifa a reabertura do processo contra o jogador, agora no Atlético-MG. A entidade se diz insatisfeita com a redução da pena dada pela Justiça brasileira e pede um novo julgamento, desta vez na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça. Em caso de condenação, o atacante pode ficar até um ano e meio afastado do futebol.
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