Por um João com credibilidade, grupo pede Estádio João Saldanha

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Após a divulgação de documentos na Suíça que mostraram que João Havelange, presidente de honra da Fifa, recebeu dinheiro da ISL nos anos 90, o Núcleo de Estudos e Projetos de Esportes e Cidadania iniciou uma mobilização (através de abaixo-assinado, na Internet) para que o Estádio do Engenhão, que recebe o nome de Havelange, passasse a homenagear outro esportista.
– O futebol, que é um dos pilares da nação brasileira, não pode ter em um de seus maiores símbolos alguém que não tem mais credibilidade por estar envolvido em acusações deste tipo – afirmou Raul Milliet Filho, historiador que faz parte do núcleo, em entrevista ao LANCE!, por telefone.
A sugestão do movimento é que o Engenhão passe a se chamar Estádio João Saldanha. Sobrinho do jornalista, Milliet afirmou que o Núcleo de Estudos e Projetos de Esportes e Cidadania pensou nos nomes de Nilton Santos e Garrincha, vistos também como "unanimidades nacionais". Mas, ao final, o grupo decidiu pelo nome de Saldanha.
– Achamos que o nome de João Saldanha é supra-clube. Ele teve grandes ideais em relação ao futebol, como a defesa da ética e do futebol-arte e o combate ao excesso de mecantilização. O grande exemplo que ele deu foi treinar de graça o Botafogo na temporada de 1957 e fazer do time o campeão carioca – disse Milliet.
Participante do Núcleo de Estudos e Projetos de Esportes e Cidadania desde a década de 1970, Raul Milliet Filho esclarece que o abaixo-assinado pedindo a mudança do Estádio Olímpico João Havelange para João Saldanha jamais pode soar como obrigatória.
– Queremos propor é um debate democrático, sem acusações levianas em torno de ninguém. Achamos que o mais importante é que o nome do estádio mude, mas que o nome do homenageado seja escolhido sem paixões ou retaliações – comentou.
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