Inter pretende orientar fãs que vão a Abu Dhabi

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Preocupado com o número de torcedores que estarão nos Emirados Árabes para acompanhar o Internacional na disputa do Mundial
de Clubes, disputado entre 8 a 18 de dezembro, o Colorado promove neste sábado, no Gigantinho, o evento Rumo a Abu Dhabi. Entre as atrações confirmadas estão o embaixador dos Emirados Árabes no Brasil, Yousulf Al-Usaimi, e agências de viagens que têm convênio com o clube.
O motivo do encontro com os torcedores é orientá-los sobre os hábitos locais, sobretudo em um país cujas leis são mais severas.
– Nos Emirados Árabes, não existe o jeitinho brasileiro. Qualquer desrespeito à lei dá cadeia. Portanto, o dever do clube é mostrar ao torcedor como se comportar diante de uma cultura diferente – relatou ao LANCE! o vice-presidente de marketing do Internacional, Jorge Avancini.
O Inter conta com 5 mil fãs nos Emirados Árabes, quase o dobro do contingente presente no Japão, em 2006. Segundo Avancini, a queda do dólar e a distância a Abu Dhabi contribuíram para que os colorados tivessem mais facilidade para comprar os pacotes de viagem.
De olho em Dubai, cidade com apelo turístico mais forte do que a capital dos Emirados Árabes, o departamento de marketing do clube gaúcho confirmou a Embaixada Colorada no Hotel Hilton.
– Será o ponto de encontro entre torcedores para um bate-papo, troca de atividades e passeios. Tivemos de dar uma encolhida por conta da falta de apoio – explica Avancini.
'Cerveja apenas no hotel'
Nos Emirados Árabes, hábitos citadinos como beber uma cerveja na rua ou beijar a namorada em local público podem acarretar punições para um turista, por ventura, desavisado.
A pedido do LANCE!, Fernando Baiano, atacante do Al-Wahda há três temporadas, deu algumas dicas aos torcedores colorados que estarão desembarcando em solo árabe:
– Não é um país tão liberal quanto o Brasil. Cerveja, apenas dentro do hotel ou em restaurantes. Em alguns shoppings, não se pode beijar a namorada.
Mesmo com tanta rigidez, o atacante destaca pontos positivos da cultura local e diz que o tratamento aos estrangeiros é o melhor possível:
– Caminhar à noite é bem seguro. Quase não ouvimos falar sobre assaltos. As praias também são bonitas. Só não há o barzinho aberto no meio da rua, como no Brasil (risos).
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