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'Inimigo' do São Paulo, Andrés mantém amizade com Juvenal

Eto'o, da Inter de Milão, amarrando o cadarço do goleiro do Brescia - Crédito: Reuters
imagem cameraEto'o, da Inter de Milão, amarrando o cadarço do goleiro do Brescia - Crédito: Reuters
Dia 28/10/2015
05:41

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Andrés Sanchez não convida Juvenal Juvêncio para jantar, mas o respeita. Tem aversão a alguns dirigentes do São Paulo, a quem acusa de soberba, mas garante que é com Juvêncio que tem o melhor relacionamento no clube. Adora cutucar os rivais, mas não dá declarações diretas contra o presidente são-paulino. A ponto de, há duas semanas, ter pedido para sua assessoria "corrigir" jornais e sites que haviam publicado afirmação sua, chamando Juvenal de ridículo.

– O que eu disse é que a declaração dele foi ridícula – apressou-se a esclarecer, depois de Juvêncio ter dito, entre outras coisas, que, para chegar em Itaquera, era preciso chamar o corpo de bombeiros.

Apesar das trocas de farpas desde que o São Paulo reduziu para 5% a cota de ingressos da torcida do Corinthians, em fevereiro de 2009, Andrés e Juvenal sempre mantiveram relação cordial. Cumprimentam-se com beijinhos no rosto e fazem piadas um do outro.

– Quando Andrés foi eleito presidente (em outubro de 2007), foi Juvenal a primeira pessoa que ligou para cumprimentá-lo – afirma amigo próximo do corintiano.

A relação, até por razões políticas, claro, melhorou desde então. Os dois se uniram e passaram a brigar por objetivos em comum. Até que, em fevereiro de 2009, surgiu a notícia de que o São Paulo cederia apenas 5% da cota de ingressos para o Corinthians em um clássico.

Andrés se sentiu traído.

– Ele podia, no mínimo, ter me ligado para falar o que ia fazer. Deixei uns cinco recados com a secretária dele, liguei no celular, mas não me atendeu – reclama.

A mágoa já foi embora. Mas a guerra declarada na época – prometeu nunca mais jogar no Morumbi como mandante, enquanto for presidente – e a imagem de inimigos assumidos ganharam adeptos na torcida. Como o jogo de cena não atrapalha a relação política nem pessoal entre os dois, as farpas vez ou outra são retomadas.

E Andrés se diverte com isso.

Torcida exigiu reação do presidente

A decisão do São Paulo de ceder apenas 5% dos ingressos para o Corinthians no clássico de 15 de fevereiro do ano passado aumentou a pressão da torcida sobre Andrés Sanchez. Líderes de uniformizadas cobraram posição radical do presidente. E a reação foi aprovada.

Andrés Sanchez reagiu, afirmando que o Corinthians não jogará mais no Morumbi como mandante enquanto ele for presidente. A posição é mantida e repetida sempre que o clássico Majestoso se aproxima.

– Como se explica, de uma hora para outra, reduzir de 50% para 5% a cota de ingressos e, ao mesmo tempo, criar um muro para separar as torcidas? A atitude foi tão estranha que Palmeiras e Santos seguiram a decisão de Andrés. Esse fato gerou uma rusga entre Andrés e Juvenal, mas não acho que tenha provocado inimizade pessoal – afirma um dos diretores do Corinthians que acompanham o presidente desde 2007.


Confira um bate-bola com Andrés Sanchez

LANCENET!: Qual é a sua relação hoje com o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio?

ANDRÉS SANCHEZ: Como pessoas, amigos. Como dirigentes, cada um luta por sua posição. Juvenal, pela do São Paulo, e eu brigo pelos objetivos do Corinthians. Temos boa relação, mas muitas vezes tomamos posições diferentes com relação aos clubes. Dos dirigentes do São Paulo, é com quem tenho melhor relacionamento.

LNET!: Mas já o encontrou em algum evento que vocês não estivessem como representantes dos clubes?

A.S.: A gente se fala por telefone algumas vezes, quando é preciso, mas não saio para jantar, não participo de eventos sociais com ele... Mas eu o respeito quando encontro com ele. E sei que ele me respeita também.

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