Helio Castroneves aposta na calma para levar o tetra

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Teoricamente, quando se obtém um sexto lugar no grid e o companheiro faz a pole position, o piloto fica um tanto contrariado. Mas com Helio Castroneves é diferente. Com a experiência de quem já ganhou as 500 Milhas de Indianápolis três vezes, sendo apenas uma largando mais à frente, na pole (em 2009), Helinho está descontraído e nem liga para o que fez o companheiro Ryan Briscoe.
Após atender calmamente outros repórteres, de maioria latino americana, e traçar uma salada com frango grelhado ao lado do pai Helio, da mãe Sandra e da irmã Katiucia, Helinho falou com o LANCENET! sobre as expectativas para uma corrida que pode coroá-lo como maior vencedor da história da Indy 500. Ele disse estar otimista, mas não apenas por estar otimista. Sabe que há muitas variáveis em jogo.
- Estou muito contente com meu carro. No último treino, andamos quase até o anoitecer com o motor de corrida. Está praticamente tudo acertado. O carro está muito constante. Sei exatamente o que fazer com os pneus novos e no fim dos pneus. Talvez ele não seja o mais rápido numa volta lançada, mas, sinceramente, deve ser o mais constante de todos - destacou o brasileiro.
Com a autoridade de quem sabe o caminho das pedras, ou melhor, dos tijolos presentes na linha de chegada de Indianápolis, Helio prevê uma
corrida decidida nos detalhes. Afinal, cada carro faz entre oito e nove pit stops nos 800 quilômetros da prova e há uma série de bandeiras amarelas que quebram o ritmo em 2011, foram sete, em 40 voltas (20% da distância). O que vale é estar bem posicionado para um ataque final.
- A estratégia é basicamente cometer poucos erros. A equipe que errar menos vence essa prova. Como os carros estão tão próximos, não errar
será a chave dessa corrida - apostou.
Helinho, vice-líder desta temporada da IndyCar, a 45 pontos do companheiro de equipe Will Power, que largará apenas uma posição à frente do brasileiro no domingo.
Bate- Bola - Helio Castroneves - TRICAMPEÃO DAS 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS, EM ENTREVISTA AO LNET!
L! - Você largará em sexto no grid, com seus dois companheiros de equipe à frente. Como analisa isso?
H - Cada piloto lida de uma forma diferente. E a base fundamental de um atleta é a força. E quando você tem dois companheiros fortes, o grupo
de mecânicos e engenheiros pode ficar abalado. Mas o meu grupo na equipe Penske é muito forte.
L! - Nos treinos, a Chip Ganassi, antes considerada a equipe mais forte nos ovais, decepcionou, enquanto a Andretti, que não vinha tão bem assim, colocou três carros no Top 10? Você ficou surpreso com isso?
H - É verdade. Não esperava a Andretti vir da maneira como veio, mas também não descarto a Ganassi, mesmo eles estando mais atrás. No último treino vi o Dario Franchitti andando e ele estava muito rápido, fazendo certas ultrapassagens. Será uma prova bem disputada.
L! - No último treino antes da prova (o Carb Day, quinta-feira), você pretende mexer alguma coisa no carro?
H - Como eu disse, a gente conseguiu evoluir bem no acerto de corrida e acredito que já chegamos no ponto ideal. Vamos aproveitar o Carb Day para verificar os últimos detalhes, mas já temos a receita pronta para as 500 Milhas.
Família outra vez por perto
Uma das características mais marcantes da carreira de Helio Castroneves é a presença dos familiares nas corridas. Como um porto seguro do piloto, os pais e a irmã quase sempre estão perto.
Mas, se no caso demuitos isso seria uma pressão, com Helio funciona da forma inversa. E, no fim, o pai é quem está mais ansioso.
- É fora do normal. Indianápolis é a corrida mais famosa do mundo. Quando você vê aquilo, a torcida é de estremecer. O filme passa na cabeça, sempre que chegamos aqui lembramos do Helio com oito anos no kart, com a família sempre ali - disse ao L! Helio, pai do tricampeão da prova.
Helinho na Indy 500
11 participações
4 poles
3 vitórias
231 voltas na ponta
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