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Ex-gerente do Verdão desabafa e conselheiro festeja mudança

Torcedores do Vasco e da Universidad de Chile (Foto: Divulgação)
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Dia 28/10/2015
05:44

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Sérgio do Prado oficializou nesta terça-feira sua saída do Palmeiras. Acusado internamente de "vazar informações", o ex-gerente administrativo não escondeu a mágoa com a decisão, anunciada na última segunda pelo presidente Arnaldo Tirone. O ex-funcionário alega que foi alvo de ataques internos que motivaram a sua demissão.

- O presidente me chamou e falou: "Sérgio, todo mundo diz que eu sou um banana, que não mando em nada. Estou te demitindo. Não estou aguentando mais a pressão". Ele disse que tem abaixo assinado desde janeiro contra mim. O presidente disse que eu fiz um excelente trabalho, agradeceu. Eu falei que ele tem de ser bom é para o Palmeiras, e discordei. Falei que a pressão é interna, não é pressão de fora da Academia. Fui alvo de pressão e de calúnias - afirmou o ex-gerente.

- Jogadores conversam entre si, dirigentes conversas, jornalistas... Juntem todos e digam qual informação eu vazei? Quem me conhece sabe que nunca prejudiquei o clube. Pessoas armaram para me derrubar e prejudicaram o clube - completou.

 Frizzo busca explicações para demissão de Sergio do Prado

Do Prado não quis citar nomes. Mas internamente é fato que a inimizade era com Galeano, Luiz Felipe Scolari e o assessor da presidência Mauro Marques, que tem livre acesso ao CT. Felipão foi convencido de que Sérgio do Prado "vazava" informações e, com a demissão, Tirone agrada ao técnico. Outra corrente aponta Mauro como o "dedo duro". O assessor festejou a saída do gerente.

- Eu já vazei alguma informação para você? Sérgio fazia terrorismo no Palmeiras. Não é era problema de vazar para a imprensa, era vazar coisas lá dentro. Tem dois abaixos assinados lá querendo a saída dele. Felipe recebia visita, ele mandava segurança atrás. Entrava na sala atrás do Felipe. Isso acabou estragando o relacionamento do Frizzo com o treinador - disse Mauro Marques.

- O ar está leve. Estão comemorando que o cara não está mais lá. A verdade tem de ser dita. Eu não vazo, estou aqui falando mesmo, colocando meu nome. Sérgio criou um problema lá dentro, não é dono do Palmeiras. Frizzo é nosso parceiro, agora a relação entre ele o Felipão vai melhorar - completou.

Sérgio do Prado alega que, agora de fora, vai pedir uma reunião com conselheiros e diretores para apontar os problemas, na sua visão. Ele diz que não conseguiu fazer isso enquanto era gerente.

- Como sócio do clube e torcedor, gostaria de ter uma reunião para expor o que penso, para o bem do Palmeiras - disse.

O ex-gerente defende seu trabalho, alegando que impediu até que Kleber saísse de graça, por não pagamento de luvas, em janeiro deste ano. E contou outras situações em que teria "salvado" o Palmeiras.

- Kleber tinha três meses de luvas atrasadas. Eu alertei, foi acertado em 25 de janeiro. Já tirei jogador do ônibus em situação irregular, que iria jogar. No jogo contra o Grêmio, ligaram para o departamento de base para perguntar se o Didi, relacionado, tinha cartão, se estava suspenso. Tem cabimento? E se tivesse, qual é o problema? São competições diferentes, ele poderia jogar - disse Do Prado.

- Falei para o Tirone que não adianta improvisar com quem está no CT. Que se contrate alguém para a gerência administrativa.

Sérgio do Prado, definido até como "caxias" por alguns funcionários, contou os dias que trabalhou no Palmeiras: 1007.

- No Palmeiras, não se faz tempo de casa por ano, é por dias. Tive esse prazer - completou o ex-funcionário do Verdão, que já acertou com outro clube para iniciar o trabalho em 1º de janeiro.

A assessoria de imprensa, que também foi dispensada, seguirá trabalhando até domingo, dia do clássico contra o São Paulo.

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