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Flu terá verdadeiro campo de batalha pela frente em 'final'

Sergio Ramos (Foto: Divulgação)
imagem cameraSergio Ramos (Foto: Divulgação)
Dia 28/10/2015
05:48

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O Fluminense decidirá seu futuro na Copa Santanter Libertadores nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), em um lugar com todas características de campo de batalha. O acanhado Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, é uma das armas do Argentinos Juniors, rival desta noite, no duelo que vale vaga nas oitavas de final da competição. O LANCENET! esteve na arena antes da partida e revela as dificuldades que o Tricolor enfrentará para conseguir a classificação.

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FOTOS: Conheça o caldeirão onde jogará o Flu

As primeiras impressões são positivas para os cariocas: uma vizinhança calma, de ruas tranquilas em um bairro familiar de Buenos Aires. Já no estádio, os vestiários não são dos mais modernos, mas oferecem a estrutura de que a equipe necessita. Aparentemente, um cenário ideal para uma decisão desta importância.


A sensação, no entanto, torna-se distinta ao chegar ao gramado. Suas dimensões (100x67m) são menores do que as do Engenhão, onde normalmente o Flu atua. A arquibancada fica muito próxima ao campo, a ponto de os bancos de reservas estarem localizados praticamente sob o público. Do gramado, pelo menos, não se pode reclamar - está impecável.

- O campo pequeno sempre dificulta. Será um jogo complicado - diz o lateral Julio Cesar.

Outro ponto intimidador é a capacidade do estádio. À primeira vista, é difícil enxergar onde caberão os cerca de 23 mil torcedores que poderão entrar no estádio. O provável aperto na arquibancada - até o fim da tarde de ontem, restavam apenas parte dos ingressos mais caros - promete colocar ainda mais pressão sobre os brasileiros.

Dentro do clube, há quem desconverse, que diga que a situação não é bem essa.

- Há muito folclore aqui na Argentina. Na entrada em campo, jogam papéis, levam muitas bandeiras. Mas a pressão, mesmo, não é tão grande assim - afirma um membro da diretoria do Argentinos.

Desmitificado
O clima de tensão para a partida de logo mais não existiria se dependesse de Jorge Gatabria e Carlos Poggio. Sócios-vitalícios e torcedores há décadas do Argentinos Juniors, os dois senhores tratam de desmitificar o Estádio Diego Armando Maradona. Eles garantem: a pressão é menor do que se espera.

- Aqui, os torcedores não são agressivos. As pessoas daqui são do bairro, não vão ofender ou provocar os adversários. Daqui, saíram os melhores jogadores do mundo - afirma Gatabria.

Poggio tem respaldo para reafirmar a posição do amigo, já que fez parte da comissão que elaborou as diretrizes para reforma do estádio. Apesar da idade, memória não é problema para ele - sabe de cabeça desde as dimensões do campo (100x67m) até a distância entre a linha lateral e o alambrado da arquibancada (2,80m).

Para Poggio, a preocupação do Fluminense tem de ser outra: a qualidade das pratas da casa do Argentinos Juniors. Orgulhoso, o torcedor cita craques já formados pelo clube, como Sergio Batista, Redondo, Riquelme e, claro, Maradona.

- Você está diante de um tempo do futebol mundial - diz, olhando para o estádio.

Por isso, explica Poggio, o Flu não precisa se preocupar com corriqueiros incidentes que costumam acontecer na Libertadores:

- Todos serão bem recebidos. E haverá água quente após o jogo.

Em campo
O Fluminense está preocupado não apenas com a pressão que haverá fora de campo, mas também com a que será feita pelos adversários, através de provocações e entradas duras. Para o meia Marquinho, que deverá substituir o lesionado Deco, será fundamental que a equipe tricolor não perca a calma em campo.

- O perigo maior é cair na catimba deles. Vai ser um jogo muito pegado, com muita provocação. Vão querer arrumar briga, esse tipo de coisa. Temos de ter a cabeça no lugar e ficar focados no que queremos - afirmou.

O técnico Enderson Moreira, confiante em seu elenco, espera outro tipo de pressão:

- Acho que a pressão maior que tem é pelo resultado. Contra o Nacional, foi um jogo em que atuamos fora, com quase 60 mil pessoas no estádio e todos achavam que haveria aquela pressão. Mas a pressão maior foi o adversário, o gol. Conseguiram uma postura que evitou nossa reação.

Confira bate-bola com o atacante Fred:

LANCENET!: Qual foi sua impressão sobre o estádio?
FRED: O estádio é pequeno. Sabemos que a torcida ficará muito próxima, será um caldeirão. A pressão será grande, mas já era esperado. Também encontraremos dificuldades pelas dimensões do gramado. O Argentinos Juniors não nos deixará jogar, principalmente nos 20 primeiros minutos. É preciso ter atenção.

LNET!: Como suportar a pressão da torcida num estádio tão pequeno?
Já passamos por isso. Na Copa Sul-Americana de 2009, teve o jogo da pedrada (ida das semifinais, contra o Cerro Porteño). Será um jogo de muita pegada, como acontece na Libertadores.

LNET!: Você teme uma confusão como essa de 2009, caso saiam vencedores daqui?
Espero que não. Confiamos na segurança e na organização da competição. Se conseguirmos a classificação, será mais especial do que qualquer outra, pelas dificuldades que enfrentamos.

LNET!: O que você espera da partida e do adversário?
Esperamos um jogo muito brigado. Creio que eles irão muito na bola aérea. É fácil chegar no gol adversário pelo tamanho do campo, que facilita a ligação direta.

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