Em evidência, Fluminense é quem dá as cartas no mercado de negociações
- Matéria
- Mais Notícias
Patrocínio forte, unido a dois títulos brasileiros em três anos, além do fato de disputar pela terceira vez consecutiva a Copa Libertadores. Este cenário atual que vive o Fluminense faz do clube um verdadeiro chamariz para jogadores que buscam valorização e certezas na carreira. De 2010 para cá, quando o Flu conquistou o Brasileiro, o clube ficou visado e está dando as cartas no mercado. É o consenso entre os empresários, na hora de oferecer jogadores.
Só nesta reta final de 2012, o clube calcula que mais de 30 jogadores já foram oferecidos após o término do Campeonato Brasileiro. Além do interesse de empresários em ver jogadores no clube, uma proposta das Laranjeiras pode valorizar os atletas. A explicação é a confiança na gestão profissional do futebol, segundo Fernando Ferreira, sócio da Pluri Consultoria, empresa especializada em mercado esportivo.
– Hoje, o Fluminense é o time do momento. O mercado calcula o grau de risco. Pessoas como o Rodrigo Caetano transmitem confiança para o mercado – disse Fernando Ferreira.
Porém não passa só por isso. A estabilidade que o Tricolor oferece, com o aporte financeiro dado pela Unimed, é o grande trunfo do Fluminense. O clube também vê a estruturação do departamento de futebol como um grande apoio.
– Estamos com o futebol fechado e blindado. O trabalho em conjunto feito por todos está fluindo bem. Temos um patrocinador forte e um clima, dentro do clube, muito bom. Este conjunto de fatores e estar brigando por títulos atraem – explicou Sandro Lima, vice-presidente de futebol do Fluminense.
Muitos nomes oferecidos
Devido aos vários atrativos atuais, o Fluminense tem sido palco de especulações (visando à valorização de atletas) e alvo de diversas ofertas de jogadores. Uma das mais recentes foi a do meia Carlinhos Paraíba. O jogador foi oferecido ao clube e o nome agradou ao técnico Abel Braga, mas a negociação melou justamente pelo vazamento das informações.
– É natural que surjam muitas especulações e sondagens ao longo deste mês. O Fluminense, há algum tempo, utiliza-se do método de se pronunciar somente com algo concretizado. Caso contrário, estaríamos aqui falando de exclusão, já que todo dia surgem três ou quatro nomes – disse o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano.
Se por esse lado o fato de o Fluminense estar em alta no mercado é prejudicial, por gerar especulações, por outro traz benefícios. Segundo especialistas, o clube tem maior facilidade na hora de negociar os contratos. Como o atleta está predisposto a ir para lá e estará em segurança, o Flu não sofre com os percalços de contratos de risco, além de altas pedidas salariais.
Com a palavra - Fernando Ferreira
Sócio da Pluri Consultoria, empresa especializada no negócio futebol
"Cada vez mais os jogadores têm agentes que procuram a maior segurança possível para seus atletas. E o Fluminense tem no momento grande credibilidade no mercado por conta de sua gestão profissional. Só a bandeira do clube não resolve. É necessário ter pessoas e ações que passem a credibilidade de que os contratos serão cumpridos. O Flu passa isso, os atletas se interessam, chegam motivados e vencem. É um círculo virtuoso"
Bate-Bola - Rodrigo Caetano
Diretor executivo de futebol do Fluminense, ao L!Net
1- Como você vê essa maior procura do mercado pelo Fluminense?
Acho que isso é reflexo do grande patrocínio que temos e da credibilidade que o clube tem. Isso não significa nada em termos financeiros, mas acaba sendo um chamariz.
2- Quais seriam as razões disso?
O Fluminense irá disputar a competição mais importante da América do Sul e é o atual campeão brasileiro. Isso acaba nos colocando como centro das atenções.
3- Existe uma vontade maior dos atletas em vir jogar pelo clube?
Percebo uma vontade maior de se jogar no Fluminense de uns anos para cá. No entanto, o mercado coloca muito a questão financeira do Fluminense em evidência.
4- E as especulações: cresceram?
Não falamos de jogador se não tiver nada absolutamente concreto. Muitas pessoas no mercado falam pelo Flu. Quem fala pelo Fluminense sou eu, o Sandro Lima e o presidente Peter Siemsen. E só.
- Matéria
- Mais Notícias















