Eto'o relaciona processo a 'assessoria fraudulenta'

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Acusado pelo Serviço Especial de Crimes Financeiros da Promotoria de Barcelona de ter sonegado cerca de 3,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 9 milhões) no período entre 2006 e 2009, o atacante Samuel Eto'o culpou supostas fraudes de seu ex-representante José María Mesalles pelo processo.
O valor corresponde à receita obtida pelo jogador camaronês junto ao Barcelona, clube que defendeu no período, e à marca esportiva Puma.
Segundo o processo interposto pelo Ministério Público e ao qual a Agência EFE teve acesso, Eto,o, que agora defende o Anzhi, da Rússia, deveria ter tributado tais receitas "como rendimentos de capital móvel em suas declarações de imposto de renda".
No entanto, Eto'o simulou que tais direitos de imagem haviam sido cedidos a duas empresas residentes na Hungria e Espanha, visando a reduzir de forma fraudulenta os tributos que recairiam sobre seus recebimentos.
Em comunicado enviado à EFE, Eto'o lembra que em 15 de novembro do ano passado moveu uma ação contra Mesalles, que até 21 de março de 2011 tinha sido seu representante, advogado, assessor, administrador patrimonial e homem de confiança, e que atuava com poderes amplos que ele mesmo concedeu em 2003.
No comunicado, o jogador informa que essas "manobras fraudulentas" das quais foi alvo causaram "a perda de controle" da sociedade Bulte Empresarial, na qual estava parte de seus bens.
- O problema fiscal no qual me vejo envolvido se insere neste contexto de assessoria desleal e fraudulenta da qual fui vítima, e que alcança também a cobrança de direitos de imagem como jogador - disse Eto'o, que lembra que Mesalles era quem se encarregava de todos seus assuntos legais, econômicos e fiscais.
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