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Espanha completa maratona no Rio e, na final, precisa superar cansaço

Dia 01/03/2016
03:11

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Foram seis jogos em um intervalo de 19 dias, mais viagens e uma desgastante prorrogação contra a Itália no calor de Fortaleza. Diante desses e outros argumentos, não dá para negar: a Espanha está cansada. A fadiga será mais um obstáculo que a Fúria precisará transpor neste domingo, contra o Brasil, no Maracanã, se quiser conquistar a Copa das Confederações pela primeira vez (título que falta à coleção roja).

O grupo convocado por Vicente del Bosque está junto desde o início de junho e fez dois amistosos antes de chegar ao Brasil. Sobe em avião, desce de avião, muda de país, um dia faz frio. No outro? Calor e muito. Foram mais de 20 mil quilômetros em viagens até chegar ao Rio, a última parada antes da decisão.

Isso tudo depois de um ano desgastante para os jogadores, que são protagonistas nos respectivos clubes. Os titulares acumulam até aqui uma média de 55 partidas na temporada, contando os compromissos pela seleção nacional.

Menos mal do que a característica de jogo da Fúria é de ter a bola no pé. Com mais posse, os espanhóis "fazem a bola correr e não precisam correr atrás da bola", como diz o ditado popular do futebol.

O fato de ter caído no mesmo grupo do Taiti na Copa das Confederações e ter entrado em campo com os reservas também diminui o peso do cansaço sobre os ombros.

A princípio, evitar o deslocamento de uma cidade para outra depois do término da fase de grupos seria uma coisa boa. Mas não quando a sede em questão é Fortaleza. Na capital cearense, a Espanha emendou dois jogos sob calor e umidade, coisa que os europeus não estão acostumados. E um dos duelos em questão foi a semifinal contra a Itália, que só foi decidida nos pênaltis.

Na queda de braço contra os brasileiros, músculos cansados podem fazer a diferença e colocar abaixo a sequência invicta de 29 jogos. Mas o zagueiro Piqué avisa:

– Se não há forças, encontraremos para uma final como esta.

Espanhóis querem outro horário na Copa

Em todas as entrevistas com os espanhóis desde o domingo passado, dia do jogo contra a Nigéria, em Fortaleza, pelo Grupo B da Copa das Confederações, os jogadores deixaram claro que seria bom mudar o horário dos para a Copa do Mundo de 2014. Atuar às 16h, sob forte calor, duas vezes na mesma semana parece ter sido o estopim para a reivindicação da Fúria.

O lateral-direito Arbeloa, do Real Madrid, não pensou duas vezes ao ser questionado sobre mudar o horários dos jogos na Copa:

– Sim, sem dúvida (sobre alterar para mais tarde o horário dos jogos). Para nós seria melhor jogar mais tarde. Jogar às 19h seria melhor para o espetáculo – disse.

Quem acusou muito o calor e o desgaste com os jogos em Fortaleza foi o volante Busquets. O jogador do Barcelona avisou que é quase impossível aguentar atuar em alto rendimento em condições como as que a Fúria encontrou:

– Foi um teste muito exigente ter que jogar às 16h com tanto calor. É cansativo para o jogador.

Final noturna serve de alívio

O impacto do calor no desempenho físico da seleção espanhola será menor na final contra o Brasil, domingo. Tudo por conta do horário da partida: 19h.

A Fúria só entrou em campo nesse horário em sua estreia na Copa das Confederações, contra o Uruguai, na Arena Pernambuco, no Recife. Nos jogos seguintes, a equipe de Vicente Del Bosque teve de lidar com o calor no horário das 16h. Vale lembrar que é inverno no Brasil

Segundo o Climatempo, outro fator pode dar um refresco para a Espanha: existe a possibilidade de chuva no Rio de Janeiro durante a final. E a água que refresca também deixa o gramado em condições ideais para o toque de bola rápido da Fúria.


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