Egito, mais um rival sem peso no caminho do Brasil

O Brasil encerra 2011 nesta segunda-feira, às 15h (horário de Brasília), com um amistoso contra o Egito, em Doha, no Al Rayyann Stadium. O adversário, assim como o Gabão, não terá o peso que o técnico Mano Menezes gostaria (pelo menos no discurso mantido até a derrota para a Alemanha), mas fez questão de enfrentar a Seleção neste ano.
Há cinco anos no Brasil, o empresário Mohamed Youseff Moustafa, que intermediou as negociações para o amistoso desta segunda-feira e do dia 28 de fevereiro (veja no quadro abaixo), foi decisivo para convencer as partes a aceitarem novas datas depois do cancelamento do jogo marcado para o dia 6 de setembro, em consequência do julgamento do ditador Hosni Mubarak.
De acordo com o empresário egípcio, a CBF interveio nas conversas, assim como os patrocinadores. Questões técnicas também tiveram peso sobre a decisão final.
- O Qatar, com todo desenvolvimento, ofereceu estrutura necessária para a partida. Colocamos a Federação Egípcia em contato com a Kentaro (empresa que organiza os jogos da Seleção) e fechamos as novas datas, de acordo com as exigências dos patrocinadores. As comissões técnicas também foram consultadas. Há dez anos, tentamos marcar este jogo. Desta vez, os custos foram mais baixos - revelou.
Moustafa, no entanto, não foi autorizado a divulgar os valores do acerto. O LANCENET! apurou que um amistoso da Seleção não sai por menos de US$ 2 milhões (quase R$ 3,5 milhões). O Egito é o maior vencedor da Copa das Nações Africanas, porém, não tem reconhecimento no cenário internacional, tendo participado de apenas duas Copas.
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Bate-Bola
Mohamed Youseff Moustafa, empresário egípcio
1) Qual o peso de conseguir levar a Seleção para os países africanos, sobretudo para o povo do Egito?
Voltaremos a movimentar o turismo depois da revolução (queda do ditador Mubarak em fevereiro deste ano). Provaremos que o país está mais seguro agora. É a realização de um grande sonho. Precisamos desta partida para colocarmos um time mais jovem para jogar. A geração campeã está ultrapassada. Para o continente, gera mão de obra, investimento e mídia.
2) Como estão as relações comerciais entre Brasil e Egito?
Muito fortes. Há um ano, os dois países assinaram um tratado de livre comércio. Somos um dos maiores compradores de açúcar e carne do Brasil. Precisamos destes produtos de países emergentes porque não temos solo para plantá-los. Depois da China, o Brasil é o nosso maior fornecedor.

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