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Documentos de dossiê enviado ao COB para investigação da CBTKD demonstram fraude

Dia 01/03/2016
03:10

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Após o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciar uma comissão para investigar irregularidades na Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), o LANCE!Net teve acesso a documentos que demonstram fraudes na entidade.

Compõem o dossiê enviado ao COB um laudo de uma consultoria que analisa as contas da CBTKD feita por um profissional que nunca trabalhou na empresa. Também consta e-mail de Valdemir José de Medeiros, que assina como coordenador de eventos, ao escritório de advocacia que atende a CBTKD.  O dirigente solicita de forma irregular a alteração da data de uma licitação para adequar o processo à exigência do COB, que pede 15 dias de antecedência na publicação de editais com valor acima de R$ 8 mil. Contudo, ele teve seu pedido negado pelo escritório.

Em  28 de abril de 2011, a CBTKD obteve laudo técnico da empresa de consultoria Seven, que atestou a má administração da entidade, assinado por Marcio Silmar da Silva Santos e Valcir Torres. Na ocasião, os problemas gerenciais da CBTKD se referiam ao período de gestão do sul-coreano Jung Roul Kim, que presidiu a entidade até 2010.

 Em 20 de março de 2012, com a gestão do presidente Carlos Fernandes consolidada, a CBTKD recebeu outro laudo, da Assistec Consultoria, desta vez com avaliação oposta, novamente com o nome Valcir Torres Vieira no documento. Em esclarecimento enviado à Federação Mineira de Taekwondo, a Assistec afirma que Valcir nunca trabalhou lá.

Segundo Juliano Tomé, ex-superintendente executivo da CBTKD, os laudos teriam sido forjados por Marcio Silmar. Ele diz que Marcio não é auditor contábil e mesmo assim fez as auditorias dos exercícios fiscais de 2010 e 2011 da confederação.

Ao L!Net, Marcio negou ter participação na Assistec  e disse que o parecer da Seven, da qual é dono, não foi influenciado. Afirmou ainda não conhecer Fernandes antes do vínculo com a entidade do taekwondo.

Marcio diz que o viu "uma vez ou outra vez" e que não são amigos. Ainda admitiu não ser formado em Contabilidade. Procurado, Fernandes não quis falar das denúncias.

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