Ex-dirigente da Fifa diz que recusou propina para votar no Qatar
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Investigado pelo Ministério Público da Suíça, o ex-executivo da Fifa, o marfinense Jacques Anouma, revelou que não aceitou propina para votar na candidatura do Qatar para sediar a Copa do Mundo de 2022. De acordo com a "BBC", ele disse ter recebido proposta de suborno de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 4,6 milhões).
Anouma disse que a oferta ocorreu no congresso da Confederação Africana de Futebol (CAF), em 2010, em um hotel da capital de Angola. O ex-dirigente fez questão de justificar que estava na Costa do Marfim durante o encontro, o que comprovaria sua inocência. Vale lembrar que a escolha da entidade máxima do futebol ocorreu em dezembro daquele ano.
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O marfinense revelou ainda que os US$ 2 milhões (cerca de R$ 6 milhões) pagos pelo Qatar à CAF não obrigava os integrantes da entidade africana de votarem no país do Oriente Médio.
As autoridades suíças informaram que foi aberto um processo pena com acusações de lavagem de dinheiro e gestão ilegal relacionadas às candidaturas para as Copas de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar.
A imprensa britânica revelou o nome de dez dirigentes da Fifa que foram sabatinados pela Justiça suíça. São eles: Issa Hayatou presidente da Confederação Africana de Futebol), Angel Maria Villar (Espanha), Michel D'Hooghe (Bélgica), Senes Erzik (Turquia), Worawi Makudi (Tailândia), Marios Lefkaritis (Chipre), Jacques Anouma (Costa do Marfim), Rafael Salguero (Guatemala), Hany Abo Rida (Egito) e Vitaly Mutko (Rússia).
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