Diretoria do Verdão já não sabe como agir por reação

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A diretoria do Palmeiras já não sabe mais o que fazer na busca por reação. Em pânico com atos de vandalismo de torcedores fora de campo, os dirigentes estão assustados e preferem falar pouco nesse momento. Soma-se a isso a indefinição sobre um técnico para substituir o demitido Felipão.
Assim como ocorreu após o Dérbi de domingo no Pacaembu, o presidente Arnaldo Tirone não se pronunciou na segunda-feira. O mandatário não apareceu no evento sobre gestão no esporte, na Arena Palestra, que ele abriria. A presença estava confirmada desde a última semana. Ele foi substituído pelos vices Edvaldo Frasson e Walter Munhoz.
O vice de futebol, Roberto Frizzo, também não quer se pronunciar. O dirigente ficou assustado com os ataques sofridos a seu restaurante (Frevinho) na noite de domingo. O dirigente foi jantar com Tirone depois do clássico, quando alguns palmeirenses tentaram agredí-los e depredaram o local. A ideia na diretoria é blindar Frizzo e evitar a exposição dele. Procurado pela reportagem, ontem, ele pediu para não dar qualquer entrevista agora.
Por enquanto, os dirigentes não pretendem aumentar a segurança para evitar novos problemas. Eles acreditam que os torcedores ainda vão se acalmar. Mas não parece que isso deve acontecer. Uniformizadas fizeram ameaças aos dirigentes e jogadores (ler mais abaixo).
Em meio a tudo isso, a escolha por um novo técnico segue indefinida. O elenco se reapresenta na tarde de hoje, às 15h30, sem um treinador. O interino Narciso estará na Academia de Futebol. Inicialmente, ele vai comandar mais um treinamento.
Nesse momento conturbado, não há pressa para resolver essa situação. A diretoria não quer cometer mais erros.
Com 20 pontos após 25 rodadas, a situação do Alviverde complica mais a cada partida. Se dentro de campo as coisas não caminham bem, fora dele nada é diferente. A diretoria está sem rumo e acuada. A verdadeira torcida quer reação.
Sem pressa para achar um técnico
Apesar da derrota para o Corinthians no clássico de domingo, a diretoria do Palmeiras não está com pressa para contratar um novo treinador. Com a negativa de Jorginho, na última semana, os dirigentes pretendem trabalhar com calma para não cometer erros. A ideia é ter alguém que dê um novo ânimo aos jogadores e livre o time dessa situação complicada no Campeonato Brasileiro.
A continuidade do interino Narciso segue como alternativa. Os dirigentes gostaram do trabalho dele antes e depois do Dérbi, principalmente por conta da preleção e a conversa com os jogadores depois do resultado negativo. Os atletas do Verdão também aprovaram a atuação dele. Em diversos momentos do clássico, o volante e capitão Marcos Assunção se dirigiu ao banco de reservas para ouvir as instruções.
A diretoria acredita que o tropeço diante do arquirrival aconteceu principalmente por erros individuais e de arbitragem.
Mesmo assim, os dirigentes ainda estudam alguns nomes. Paulo Roberto Falcão, sem clube, está na pauta. A diretoria está estudando se vai procurá-lo. A ideia nesse momento não é ir atrás de quem está empregado na Série A. Gilson Kleina, da Ponte Preta, foi elogiado, mas não foi procurado.
Tentou... E nada:
1- Chama o Bope
Antes do jogo contra o Vasco, a diretoria chamou Paulo Storani, ex-capitão e coordenador do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (Bope), para dar uma palestra motivacional aos atletas na concentração, no Rio de Janeiro. O clube pagou R$ 25 mil pelo serviço.
2- Premiação maior
A premiação aos jogadores já é maior em caso de vitória diante dos principais rivais do estado. No entanto, os dirigentes resolveram aumentar os valores em caso de vitória diante do Corinthians, no último domingo, no Pacaembu.
3- Troca no comando
Felipão foi demitido na última quinta para mudar o ambiente. Arnaldo Tirone chegou a dizer que os jogadores sabiam que a reação no agora só dependia deles.
4- Santa ajuda
Marcos foi até a concentração e esteve no vestiário (antes e no intervalo) contra o Corinthians.
Céu e inferno:
Título
Há pouco mais de dois meses, Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo riam à toa, assim como toda a torcida do Palmeiras, com o título da Copa do Brasil. O presidente começou a fazer planos para 2013, inclusive com a meta de reeleição em janeiro. O grande plano era renovar o contrato de Luiz Felipe Scolari, assim como a contratação de reforços de peso. Até ali, a reação no Brasileirão era algo "certo".
Buraco no Brasileiro
A dupla agora é o principal alvo de ira dos torcedores, diante da péssima campanha e das enormes chances de rebaixamento. Felipão acabou demitido, mudando os planos de Arnaldo Tirone. Não há clima para o presidente pensar em reeleição, a busca por reforços já não é prioridade diante da situação e a pressão é enorme. Tirone, muito criticado desde que assumiu em 2011, tem pesadelos.
'Recado' e vandalismo:
Pichação no Palestra Itália
Um velho hábito de torcedores furiosos se repetiu já na madrugada de ontem, no Palestra. Torcedores ameaçaram jogadores com ameaçou os jogadores com um "recado", na porta da loja oficial do clube, na Rua Turiassu: "Acabou a paz, vagabundos". A imagem começou a ser espalhada em redes sociais em seguida. De manhã, a porta ainda estava pichada. Apesar da péssima fase no Brasileirão, a torcida ainda não tinha feito tal tipo de manifestação e vinha mostrando apoio total no estádio. O "limite" para muitos foi o clássico, domingo.
Ataque contra dirigentes
Na noite de domingo, após a derrota por 2 a 0 para o rival, dois carros com oito torcedores do Palmeiras foram até a Rua Oscar Freire, nos Jardins. Ele atiraram pedras e quebraram vidros do restaurante Frevo, do vice Roberto Frizzo. O dirigente, assim como Tirone, estava no local, mas não se feriram. Os palmeirenses invadiram, avisaram que não iriam machucar ninguém, mas que "quebrariam tudo". O local foi depredado. Frizzo, assustado, não quer se pronunciar. Os dois só deixaram o local com a polícia. Os torcedores fugiram e um BO foi feito.
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