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Em Dia Internacional contra o Racismo, vascaínos preparam manifesto

Torcida do Vasco contra o racismo (Foto: Gilvan de Souza)
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Dia 27/10/2015
22:23

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"Que honra ser, saiba, eu sou vascaíno, muito prazer...". A música "Camisas Negras", feita pela torcida em homenagem aos jogadores do Vasco da década de 20, mais do que nunca, será incorporada pelos cruz-maltinos que se farão presentes na partida desta quarta-feira, às 22h, no importante jogo contra o Libertad (PAR), com transmissão em tempo real do LANCENET!, pela Copa Santander Libertadores.


Na partida de ida, em Assunção, os zagueiros Dedé e Renato Silva relataram terem sofrido com atos racistas por parte de torcedores paraguaios. O que os hermanos mal sabiam, porém, era da longa história do clube na luta contra o preconceito racial, que acabou se tornando um marco no País. Curiosamente, nesta quarta-feira, 21 de março, é comemorado o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

Atingidos, os cruz-maltinos prometem, de forma pacífica, responder com manifestações aos insultos. Rostos e mãos pintadas de preto e branco, além de faixas com mensagens, serão alguns dos atos. Nesta terça-feira, um grupo deu uma pequena amostra ao LANCENET!

– Esse é o maior título que o clube já conquistou. Há conquistas importantes, derrotas marcantes, mas nada é tão expressivo como essa luta contra o racismo. Daremos, pacificamente, uma resposta histórica, como em 1924 – ressaltou o torcedor Mauro Marques, relembrando a famosa carta do Vasco na época, recusando-se a banir negros do time.

Torcida do Vasco prepara manifestação contra o racismo

A equipe e o clube preferem ter certa distância dos protestos e nada oficial foi divulgado. A delegação, porém, não esconde a mágoa.

– A torcida tem o sentimento de defender o clube. Ficamos tristes porque é um retrocesso. É desagradável ver isso a essa altura – disse o técnico Cristovão Borges.

O lateral-direito Fagner foi outro que mostrou revolta:

– Procuramos esquecer, pois é muito feio. Só vão parar quando um clube for expulso ou punido severamente. A Fifa e a Conmebol têm de pensar nisso. Estamos numa sociedade avançada mas, em alguns aspectos, na Idade da Pedra. Independente disso, temos que ter vontade para ganhar o jogo. Libertadores é o torneio mais importante do ano.

O QUE A TORCIDA PREPARA PARA ESTA NOITE

Faixas
A torcida exibirá algumas faixas em protesto ao racismo. Uma delas terá uma frase em espanhol e sua tradução significa: "O racismo não ajudará a ganhar a Copa".

Pintura
Torcedores irão para São Januário com seus rostos e mãos pintados de preto e branco.

Canções
Vascaínos cantarão a música "Camisas Negras" (ao lado) e um funk: "É time de tradição, que acabou com preconceito, é por isso que eu carrego a cruz-de-malta no peito. Ôôô, não ao racismo!".

União
As principais organizadas se juntarão num mesmo local da arquibancada, antes do jogo, e entoaram músicas juntas.

Adereços
Mãos espalmadas, como a que tem no uniforme dos "Camisas Negras", deverão ser distribuídas.

Surpresa
Torcida ainda promete uma surpresa.


Torcida também faz acusação

Pelo visto, não foram somente os jogadores Dedé e Renato Silva que sofreram com os insultos racistas no jogo de ida, na semana passada, contra o Libertad, em Assunção (PAR). Torcedores vascaínos que estiveram na partida da última quarta-feira alegam que também ouviram ofensas enquanto se deslocavam para o estádio.

– A todo o momento nos chamavam de "macaquitos" – informou Jonathan, integrante da torcida Força Jovem.

Ao todo, cerca de 100 torcedores do Gigante da Colina acompanharam o jogo no Estádio Nicolás Leoz.

Apesar das acusações por parte dos vascaínos, nenhum registro de violência foi divulgado após o empate em 1 a 1.

A tendência é a de que os paraguaios não venham em grande número para o jogo desta quarta-feira em São Januário.

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