Demitido, Adilson sempre trabalhou pressionado no São Paulo

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Diferentemente das demissões de Muricy Ramalho, Sérgio Baresi e Paulo César Carpegiani, a decisão de tirar Adilson Batista do cargo foi tomada pela diretoria do São Paulo ainda no vestiário, após a goleada (3 a 0) sofrida para o Atlético-GO. O presidente Juvenal Juvêncio entrou em contato com o diretor de futebol Adalberto Baptista, que comunicou o ainda técnico tricolor.
Nos casos anteriores, todos foram avisados depois de tropeços, mas em reunião com a cúpula. Com Adilson, pesou muito a pressão da torcida, que questionava o treinador desde sua estreia, quando foi vaiado no empate (2 a 2) com o mesmo Atlético-GO, no Morumbi. Era preciso dar uma "satisfação" aos são-paulinos.
- Temos duas partidas (Libertad e Coritiba) em casa e queremos o apoio da nossa torcida, e não uma carga negativa - afirmou Adalberto, logo após demitir o comandante.
Adilson nunca foi unanimidade no Sampa. Desde sua contratação, conselheiros e alguns dirigentes "torceram o nariz" para Juvenal, que decidiu bancá-lo mesmo com recentes passagens apagadas por Corinthians (49% de aproveitamento), Santos (48%) e Atlético-PR (5%).
Apesar de considerado um homem de bom caráter e correto, Adilson não emplacou. O perfil trabalhador e o fato de viver intensamente o clube - morando no CT, por exemplo -, ajudavam, mas não foram suficientes para cúpula bancá-lo. A rejeição não foi superada.
O ex-treinador do São Paulo, mesmo após a saída, ficou com a delegação em Goiânia. No início da tarde desta segunda-feira, chegou no mesmo voo que trouxe todos de volta à capital paulista, mas não atendeu à imprensa. Em seguida, passou no CT da Barra Funda, quando se despediu de todos em pouco mais de uma hora.
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