Cuca põe estilo carrossel em prática no Cruzeiro

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Foram quatro dias de reflexão e trabalho para sair de uma derrota no clássico mineiro para impor uma goleada contra o maior rival da história recente do Cruzeiro na Libertadores. O desenho tático do time que perdeu para o Atlético e do que humilhou o Estudiantes foi o mesmo. O que mudou foram algumas peças em campo e principalmente a dinâmica de jogo. Apostas de Cuca que resultaram no grato 5 a 0 na Arena do Jacaré.
A primeira surpresa na escalação foi a presença de Gilberto na lateral esquerda, função que ele praticamente não fez desde que retornou ao clube. Desta forma, Roger ganhou a tão pedida vaga no meio de campo, e mostrou que merecia.
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Ainda no meio, Leandro Guerreiro, que fez função de terceiro zagueiro contra o Atlético e ficou enfiado entre Gil e Léo, deu lugar a Marquinhos Paraná. O curinga da Raposa tem como principal característica a mobilidade em campo e a capacidade de fazer várias funções durante os 90 minutos, como sempre destacava o antigo treinador Adilson Batista.
É justamente com Marquinhos Paraná e o outro novo titular de Cuca, Wallyson, que o Cruzeiro ganha as características de carrossel. O volante, além de proteger a zaga com a marcação dos armadores adversários, tinha a incumbência de cair pelo lado esquerdo e cobrir eventuais subidas de Gilberto ao ataque.
Já o jovem velocista, autor de dois gols, que ganhou a vaga de Thiago Ribeiro, teve papel semelhante ao de Jorge Henrique em outro carrossel promovido por Cuca, no Botafogo em 2007. Wallyson atacava como ponta, buscando o cruzamento ou a jogada em diagonal. Sem a bola, tinha a função de acompanhar o lateral adversário até onde fosse preciso. Com a determinação tática que, na cabeça de Cuca, Thiago Ribeiro ainda não demonstrou em 2011, Wallyson caiu nas graças do treinador.
- Foram quatro mexidas. É sempre um risco, pois você tem uma equipe acostumada a jogar junto. Mas senti que era o momento de dar uma mexida, uma chacoalhada, e deu certo – analisou Cuca.
A participação de Wallyson e dos companheiros na armação de jogadas foi elogiada pelo comandante celeste.
- Explorei a característica do jogador, dando uma liberdade maior para o Montillo, o Roger e o Gilberto. E ficou uma equipe bem encaixada. Foi um jogo em que o adversário teve algumas chances, não muitas e, de uma maneira geral, serviu para levantar o astral de todo mundo. Essa competição é assim, jogo a jogo. Talvez se for para jogar lá, contra o Estudiantes, essa formação não seja a ideal para enfrentá-los – declarou Cuca.
Carrosséis de sucesso no futebol
Laranja Mecânica
A Holanda encantou o mundo na Copa do Mundo de 1974 com um futebol brilhante, chamado de Carrossel Holandês. A seleção de Rinus Michels ficou conhecida pela sua versatilidade em campo. Os astros eram Cuyjff, Neeskens, Rep e Resenbrink. Na final da Copa, no entanto, quem levou a melhor foi a Alemanha Ocidental de Beckenbauer.
Carrossel Caipira
O Mogi Mirim de 1992 surpreendeu muita gente com um bom futebol no Campeonato Paulista. A equipe era comandada por Oswaldo Alvarez, o Vadão. Em campo, tinha o jovem promissor Rivaldo. Ele, além de Leto e Admílson foram depois contratados pelo Corinthians. Mas a estrela maior era Válber.
Carrossel Alvinegro
O Botafogo recuperou um estilo ofensivo e bonito de jogar em 2007. Com muita movimentação e futebol dinâmico, a equipe de Cuca, apesar de não ter conquistado nenhum título, foi muito elogiada. Os astros eram Lúcio Flávio, Zé Roberto, Dodô e André Lima.
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