Cruzeiro e Bahia perdem muitas chances de gol e empatam no Pituaçu

- Matéria
- Mais Notícias
Em um jogo de muita emoção, mas nenhum gol, Bahia e Cruzeiro ficaram no 0 a 0, no Estádio Pituaçu, nesta quarta-feira, em partida válida pela 29ª rodada do Brasileirão. O primeiro tempo foi dominado pelo Tricolor de Aço, mas a segunda etapa teve a Raposa como dona. No entanto, o placar permaneceu inalterado.
Na próxima rodada, o Cruzeiro, que continua em 16º, com 31 pontos, encara o Corinthians, no domingo, às 16h, na Arena do Jacaré. No mesmo dia, porém duas horas mais tarde, o Bahia, que permanece na 14ª posição, com 35 pontos, vai à Curitiba enfrentar o Coritiba.
O JOGO
O Bahia começou apostando nas jogadas pelo alto pois, o técnico Joel Santana, aparentemente, notou que as bolas aéreas não são o forte da Raposa, quando passou pelo clube, e pediu muitas bolas em direção a cabeça do centroavante Souza. Logo aos dois minutos, o atacante teve uma oportunidade nesse tipo de situação, mas cabeceou no meio de gol, facilitando a vida de Fábio. A força da torcida também impulsionava o Tricolor, o Cruzeiro pouco avançava e as jogadas morriam longe da área baiana. Aos 15, Fabinho chutou forte de longe, Fábio espalmou para a linha de fundo. Novamente de cabeça, Souza obrigou o goleiro da Raposa a trabalhar, aos 20. Fábio, mais uma vez, fez grande defesa.
Assista aos lances do empate entre Bahia e Cruzeiro
Montillo, muito marcado, tinha dificuldade em fazer a Raposa jogar e era marcado por Fabinho, que foi o homem encarregado em segurar o craque celeste. Keirrison e Wellington Paulista não conseguiam ver a cor da bola até os 25 minutos iniciais. A partir daí os mineiros começaram a se soltar. Vitor chegou pela direita, mas falhou no cruzamento para Keirrison, que estava sozinho na grande área. Com maior presença ofensiva na metade final da primeira etapa, o Cruzeiro sofria para entrar na retranca armada por Joel Santana. Fahel e Fabinho eram verdadeiros cães de guarda, dificultando o trabalho dos armadores. Quando os volantes baianos eram batidos, a solução era apelar para falta. Dessa maneira, a Raposa ficava presa, sem conseguir avanços significativos.
Aos 33, em cobrança de falta, Roger buscou a cabeça de Wellington Paulista. Souza se intrometeu na jogada, mas quase mandou contra o seu próprio gol, Marcelo Lomba operou um milagre no fogo-amigo. O Bahia voltou a aparecer, após uma diminuída na produção ofensiva, aos 38 minutos, com cabeceio de Dodô. Fábio, de novo, defendeu. A Raposa apresentava problemas no jogo aéreo.
ETAPA FINAL
Dodô, que teve boa atuação no primeiro tempo, voltou com a mesma disposição do intervalo e sofria faltas, dava passes e aparecia na área para finalizar. O cruzeirense Vitor tinha dificuldade para acompanhar o vigor do jovem ala do time baiano. O Cruzeiro apostava na paciência para chegar próximo ao gol do Bahia. Wellington Paulista fez boa jogada pelo flanco direito, aos sete minutos, mas foi travado pela defesa. O bom lance trouxe a animação necessária para os celestes. O Tricolor parava o time mineiro nas faltas.
A empolgação levou a Raposa a chegar perto do gol aos 12. Montillo fez grande jogada e cruzou para Roger, o meia finalizou nas redes, mas pelo lado de fora. No minuto seguinte, Vitor levantou na área, Roger se chocou e pediu pênalti, o juiz acabou mandando seguir. Após o lance, Elber entrou em campo. No primeiro lance, uma finalização que explodiu na trave de Marcelo Lomba. Aos 19, mais uma vez lance da Raposa. Everton arriscou de longe, mas Marcelo Lomba rebateu. Assustado com o domínio cruzeirense, Joel Santana mexeu: entraram Lulinha e Reinaldo, saíram Jones e Camacho. Mancini contra-atacou e colocou Ortigoza, que, aos 28, recebeu passe açucarado de Montillo, mas acabou chutando para fora.
O cansaço de Fabinho e a marcação mais afrouxada em Montillo favoreceram os celestes. O argentino tinha mais espaço para avançar com a bola dominada. Na beira do campo, Joel Santana exibia uma expressão aflita. Aos 37, em jogada que começou pelo camisa 10 celeste, Charles chutou forte de canhota, Marcelo Lomba, mais uma vez, apareceu. Para dar mais dramaticidade, o Bahia ficou, praticamente, com um a menos. Maranhão, extenuado, andava em campo, sem contribuir ofensiva ou defensivamente.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 X 0 CRUZEIRO
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Data/Hora: 12/10/2011, às 21h50
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca
Auxiliares: Dibert Pedrosa e Jackson Massarra dos Santos.
Renda e Público: não divulgado.
Gols: Não houve
Cartão Amarelo: Fahel, Titi, Tiago e Lulinha (Bahia)
Cartão Vermelho: Não houve
BAHIA: Marcelo Lomba, Gabriel (Danny Morais, 22' 2ºT), Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Fabinho, Camacho (Lulinha, 20' 2ºT) e Maranhão; Jones (Reinaldo, 20' 2ºT)e Souza. Técnico: Joel Santana.
CRUZEIRO: Fábio, Vitor, Léo, Victorino e Everton; Charles, Marquinhos Paraná, Roger (Elber, 16' 2ºT) e Montillo; Keirrison (Ortigoza, 26' 2ºT) e Wellington Paulista (Anselmo Ramon, 41' 2ºT). Técnico: Vágner Mancini
- Matéria
- Mais Notícias















