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Crise dá espaço para Meninos da Vila, e Thiago Maia vibra: 'Tem que honrar'

Dia 01/03/2016
03:14

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As categorias de base do Santos costumam revelar talentosos meias e atacantes, como Diego, Robinho, Ganso e Neymar – isso para falar só de 2002 para cá. Na geração atual, porém, o destaque é para os jogadores que atuam do meio para trás, e que têm recebido cada vez mais espaço na equipe, ameaçada de rebaixamento no Brasileirão. O excesso de lesões e a opção dos técnicos Marcelo Fernandes e agora Dorival Júnior fizeram três garotos se firmarem de vez no elenco profissional: Thiago Maia (volante), Paulo Ricardo (zagueiro, que também atua como volante) e Zeca (lateral-esquerdo, mesmo sendo destro).

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A situação de Thiago Maia é a mais peculiar. Ele começou o ano como titular do Santos sub-20 e até maio ainda atuava na base. As chances começaram a aparecer para poucos minutos, mas hoje Thiago já é considerado titular, e é um dos meninos que vão lidar com a responsabilidade de afastar o risco de degola.

– Sou um Menino da Vila, e isso é o que vou levar para o resto da vida. Minha base é aqui. Mostrei quando tive oportunidade e ainda vou mostrar mais, porque aqui tem que honrar, correr, dar carrinho... – enumera o jovem camisa 29 do Santos, ao LANCE!.

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Thiago Maia está acostumado a desafios como o de agora, de se firmar em uma equipe em crise. Natural de Boa Vista, capital de Roraima, o garoto chegou a São Paulo em 2010, para uma temporada de testes em vários clubes. Como o Corinthians, onde treinou por três vezes, mas não foi aprovado. O primeiro "sim" foi ouvido do São Caetano, mas a história não ocorreu como era esperado.

– Poucos sabem das dificuldades que a gente passa, mas no São Caetano eu ganhava R$ 70. E desde a morte do Serginho eles pedem muitos exames para os jogadores, mas eu não tinha como pagar, não tinha como fazer. Eu e a minha mãe dormíamos em motel para não gastar. Aí depois de algum tempo que consegui uma vaga de volante no Santos – relembrou Thiago Maia, orgulhoso por ter conquistado tanto em pouco tempo.

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Titular inesperado de um time em reconstrução, Thiago Maia é o jogador mais novo do elenco. E o mais ansioso para mostrar seu potencial.

BATE-BOLA com THIAGO MAIA
Volante do Santos, ao LANCE!

O que mudou na sua vida depois de se tornar titular do Santos?
Antes eu costumava treinar aqui e jogar no sub-20, mas agora estou tendo uma sequência e venho crescendo. Fora de campo o que muda é que mais gente manda mensagem, reconhece. É manter a mesma humildade de quando eu não jogava.

Essa oportunidade de ser titular do Santos foi a maior conquista?
Não sei dizer, 2013 e 2014 foram anos abençoados também. Olha só, no último Natal eu estava sozinho com a minha mãe aqui em Santos, os dois tristes. Faltando meia hora para o Natal recebi a ligação da Seleção que o Biteco tinha se machucado e fui para a sub-20. Foi meu maior presente.

Você e sua mãe ainda moram sozinhos em Santos? E seu pai?
Moramos sim, e meu pai está em Roraima, ele trabalha lá. Mas como hoje temos uma vida melhor, sempre mandamos algo quando ele precisa.

Já te conhecem em Roraima?
Ah, dizem que eu sou espelho para as crianças, mas eu não vejo assim.

OS OUTROS MENINOS

Paulo Ricardo

Tinha apenas dois jogos pelo Santos até o fim de 2014, mas passou a ganhar oportunidades nesta temporada. Atuou no primeiro jogo das finais do Paulistão, contra o Palmeiras, por causa do excesso de desfalques da equipe. Depois, atuou como zagueiro mais duas vezes e ganhou chance na estreia de Dorival, mas na posição de volante. Teve bom rendimento e deve ganhar sequência no time principal. Destaque da base na defesa, é muito tímido e reservado, tanto que não gosta de dar entrevista, mas tem o comportamento elogiado pela comissão técnica. Aos 21 anos, tem contrato com o Santos até o fim de 2017 e havia atuado apenas na base do Figueirense antes do Peixe.

Zeca

Teve boa sequência como titular do Santos sob o comando de Oswaldo de Oliveira, mas "sumiu" após a chegada de Enderson Moreira e também com Marcelo Fernandes. Com só quatro partidas em 2015, negociava empréstimo com o Columbus Crew, dos Estados Unidos, e chegou a ter tudo certo para ficar fora até o fim do ano. Isso ocorreu, porém, na mesma semana da chegada de Dorival Júnior, que o escalou como titular, vetou a saída e também travou a contratação de Alan Ruschel, do Inter, que já estava encaminhado para ser opção no setor. Com o jogo do último fim de semana, Zeca chegou a 23 com a camisa do Santos, e passou Caju na ordem de preferências da equipe.

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