César Sampaio, sobre final da Copa do Brasil: 'são os jogos da década'

- Matéria
- Mais Notícias
"Os jogos da década do Palmeiras". Assim o gerente de futebol do Verdão, César Sampaio, define as duas partidas contra o Coritiba pela final da Copa do Brasil.
Desde 1998, quando venceu a Copa do Brasil, o Palmeiras não tem uma grande glória em âmbito nacional. Por isso a competição atual é vista por muitos torcedores - e pelo próprio clube - como um jejum a ser quebrado.
Pela importância do título, muitos integrantes do elenco já admitiram a ansiedade pelo jogo de quinta-feira, na Arena Barueri. Para Sampaio, a preocupação existiria se eles não estivessem ansiosos.
Confira um Bate-bola com o gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, sobre a final da Copa do Brasil entre Palmeiras e Coritiba:
Como você sente a ansiedade do grupo pela final?
A gente como ex-atleta entende que este é o momento mais dificil. Esses dias são os mais conturbados, mais tensos. Eu ficaria mais preocupado se eles estivessem tranquilos, relaxados. Essa preocupação é inerente ao tamanho da responsabilidade, do compromisso.
Eu tenho encarado esses jogos como os jogos da década.
Os jogadores entendem a importância do título?
Acho que sim, pelo que eu tenho visto no dia a dia. Todos estão muito ligados. Até o Henrique mesmo, a gente vê o quanto é importante para ele, queria jogar a final. Ficamos boa parte do dia com ele ontem por causa do julgamento (do STJD). Assunção, Bruno, Maurício Ramos, Thiago Heleno... Até o Wesley já estava caminhando na esteira. É um momento em que tudo melhora. Mesmo quem não joga, só de estar no vestiário, um sorriso, um apoio, contribui para que a gente possa ter um espírito decisivo.
O título da Copa do Brasil pode motivar Felipão a renovar seu contrato no ano que vem?
Eu não vejo o Felipão desmotivado. Acho até que pelo contrário. Quando eu cheguei ao Palmeiras, era uma sequência de 10 jogos sem vencer. Ele sempre foi taxativo em dizer que é muito feliz, não pensa em rescisão de contrato. É logico que um treinador da expressão dele ficar muito tempo fora de disputas acaba ficando difícil, exacerbando o ego. Ficar um tempo sem disputar deixa mais aspero. Mas é um dos melhores treinadores do mundo e o Palmeiras perderia muito se não ficasse pro proximo ano. É uma posição de resultados. Foi o que eu conversei com o pessoal que saiu no fim do ano: nós somos prestadores de serviço.
O título diminui a pressão sobre o trabalho?
Eu não gosto de trabalhar tranquilo. Eu sempre vivi sob pressão. Desde que comecei a jogar, tinha de jogar bem para pagar alugueis, comprar a casa dos meus pais. Eu tenho isso muito mais como incentivo e motivação do que insegurança e dificuldade. Acho que qualquer jogador, treinador ou dirigente de time grande tem de saber conviver com isso.
Para trabalhar no Palmeiras nao adianta querer ter tranquilidade, facilidade.
Se ganhar a Copa do Brasil, vão querer a Libertadores. Se ganhar a Libertadores vão querer o Mundial.
Na concentração os jogadores vão assistir à final da Libertadores?
Acho que sim, é um jogo importante, devem assistir. Se faz parte do nosso dia a dia...
Um título do Corinthians aumenta a pressão sobre o Palmeiras?
Eu me preocupo com o Palmeiras. Esses últimos dias não existe nada além de Palmeiras e Coritiba no futebol. Não cabe na minha agenda diária pensar em outra coisa a nçao ser Coritiba e Palmeiras. Dar a melhor condição de trabalho para os jogadores. Agregar o maximo de conhecimento do time, do treinador.
Queremos proporcionar uma festa boa, segura, sem violência, sem nenhum fato paralelo. Que o melhor vença. Nós da direção estamos sendo cordiais com a direção do Coritiba.
- Matéria
- Mais Notícias















