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Campeã mundial, judoca do Kosovo reclama da decisão que impede seu país de disputar a Olimpíada

Dia 01/03/2016
02:19

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Líder do ranking mundial na categoria meio-leve (até 52kg) e agora campeã mundial, a judoca Majlinda Kelmendi, da República do Kosovo, reclamou da decisão política que impede seu país de disputar os Jogos Olímpicos. Independente da Sérvia desde fevereiro de 2008, a pequena nação europeia não tem o aval do Comitê Olímpico Internacional (COI) para competir no evento. Por conta disso, a atleta foi obrigada a competir em Londres-2012 pela Albânia.

- Claro que não me sinto bem pois todo o meu apoio vem de Kosovo. Mas tive que representar a Albânia. Os dois países têm o mesmo idioma, as mesmas tradições. Porém, ficaria mais feliz se representasse o meu país. Infelizmente não foi possível pro causa da política - disse a judoca de 22 anos que, em Londres, venceu a primeira luta, mas acabou eliminada nas oitavas de final.

Por conta da não liberação por parte do COI, Kosovo não pôde disputar os Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012. Para ser aceito como integrante da entidade, o país precisa ser reconhecido pelas Nações Unidas como estado independente. A tendência é a de que os competidores de Kosovo disputem a Rio-2016 como atletas olímpicos independentes.

- Kosovo tem um bom judô. Somos um país pequeno, mas temos muitos atletas. Estamos indo passo a passo e vamos melhorar. Eu confio mais em mim agora do que em Londres e acho que irei bem no Rio, em 2016 - prosseguiu a judoca.

Ao conquistar a primeira medalha de ouro de Kosovo no judô, Kelmendi ganhou uma grande vaia do público. Ela minimizou a atitude dos torcedores, preferindo falar do orgulho que sentiu ao conquistar a medalha para a nação.

- Acho que isso não deveria acontecer, mas eles queriam que a Erika vencesse. Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Em Tóquio, no Japão, também me vaiaram - disse Kelmendi que, após a vitória, abraçou a brasileira e levantou os braços da rival.

A atleta do Kosovo começou no judô com quase 9 anos. Praticava todos os dias e sua escolha se deu porque havia um local para praticar a modalidade próximo de sua casa. Sua irmã já fazia, então ela foi, gostou e, após cerca de dois anos, percebeu que estava melhorando e que poderia competir. Ela só precisou superar a desconfiança do pai, apesar de sua mãe ter lutado caratê quando mais jovem.

- Quando comecei a competir e a ganhar medalhas, ele ficou surpreso - finalizou a judoca.

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