Bolatti e Falcão não queriam parada de volante no Inter

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Apesar de Fábio Mahseredjian admitir que os sintomas de sobrecarga podem estar ligados à sua queda de rendimento, o afastamento de Bolatti não foi uma questão de ordem técnica. O departamento de preparação física do Inter conversou com o jogador e com Paulo Roberto Falcão e decidiu por poupá-lo dos próximos dois jogos.
Tanto o jogador quanto o treinador não se mostraram felizes com a decisão. O Mahseredjian revelou que o argentino sugeriu que o período que ficasse afastado fosse menor. Serão dois jogos sem atuar, e três semanas com uma carga de trabalho reduzida.
- O fato de ficar sem jogar o incomodou. Mas aí explicamos que o treinador quer contar com ele, mas 100% fisicamente. Sabemos que ele não está assim, ele sabe disso também. Afastamos ele para ter um melhor desempenho, e foi isso que falamos para ele, que ele sabia que não estava rendendo – contou Mahseredjian.
O preparador físico do Inter e da Seleção Brasileira também afirmou que Falcão se mostrou receoso com a ideia de afastar o volante argentino do trabalhos.
- Convenci o Falcão, ele não queria. Nós o convencemos que era importante porque vamos entrar em um ritmo mais forte para frente. Ele como ex-jogador sabe como é importante ter o jogador 100% - declarou o preparador.
Há algum tempo, o responsável pelo físico dos jogadores do Inter vinha observando Bolatti. Pescou os sintomas de overtraining no ar, como quando o argentino pedia remédios para dormir, demonstrava dificuldade de regeneração física e perda de peso.
- Há aproximadamente dois meses, quando ele pediu remédio para dormir eu passei a acompanhar. Foi o primeiro relato do sintoma, e essa semana ele estava 3kg abaixo do peso corporal. Isso nos fez pensar em atuar diretamente no problema, associado também a outros sintomas – lembrou.
Bolatti perderá os jogos contra Palmeiras e Coritiba. Poderá retornar, dependendo de nova avaliação, diante do Figueirense, no Beira-Rio.
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