Base do São Paulo busca afirmação contra o Corinthians

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Além da importante vitória diante do Ceará, no último domingo, a diretoria do São Paulo comemora outro fato significativo que aconteceu em Fortaleza e era impensado anos atrás. Dos 19 atletas que viajaram, 13 foram formados nas categorias de base do clube.
O sonho do presidente Juvenal Juvêncio está se tornando realidade. Ele almeja, em 2014, trabalhar no profissional com 90% jogadores oriundos do CFA de Cotia, recanto dos jovens são-paulinos. Devido à ousada meta, só este ano oito atletas já subiram para integrar o elenco de Carpegiani. A temporada de 2010 também rendeu bons valores, como Lucas, Casemiro e Bruno Uvini (veja mais nomes na lista abaixo).
Durante a crise em que quase acabou demitido no mês passado, o principal motivo para a permanência de Carpa foi o trabalho com os jovens. Antes dele, Muricy Ramalho e Ricardo Gomes não utilizavam tantos atletas vindos de Cotia.
No entanto, ambos também tinham uma legião de contratados para escalar. Em 2010, a diretoria apostou em 15 reforços, a maioria não deu certo e, hoje, só Xandão e Rodrigo Souto são titulares. Nesta temporada, foram só seis contratações.
– A consolidação desses jovens foi uma grata surpresa e nos fez conseguir esse conforto, com cinco vitórias. Vivemos duas eliminações, mas agora já nos recuperamos. E a garotada foi importante para isso – analisou João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do clube.
Contra o Corinthians, o número de jovens pode ser semelhante ao que enfrentou o Ceará, mas um importante não estará. Lucas, que trocou a base do rival pela são-paulina alegando melhores condições de trabalho, está com a Seleção.
Domingo, a garotada quer provar que é capaz de segurar a ponta.
Confira um Bate-Bola com Marcos Tadeu Novais dos Santos, diretor das categorias de base
A base tem sido muito mais aproveitada agora do que nos últimos anos. O que fez isso mudar?
O mais importante é a relação entre a base e o profissional. O presidente já tinha essa visão e foi persistente. Quando ele levou o Baresi para o profissional, levou a reflexão de que era possível utilizar a base. Depois desse episódio, melhorou muito a integração.
Antigamente, o discurso da diretoria era que a base não se preocupava com títulos, mas sim em revelar jogadores. Isso continua?
Isso não mudou. O único objetivo é formar atletas. Obviamente que é consequência do trabalho ter títulos. Mas aqui ninguém vai bater um pênalti com medo de ir embora. Não é título que faz jogador, mas é evidente que, quando tem resultado, facilita olhar para a base. As conquistas são importantes, mas o objetivo principal é o de formar atletas.
Com essa base, acha que o clube pode virar auto-sustentável?
Acho que não. Eu entendo que não dá para prescindir do intercâmbio de experiências. Não dá para ter uma visão única.
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