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Barrichello: 'Meta é volta ao Q3 nos próximos GPs'

Ganso e Neymar (Foto: Divulgação)
imagem cameraGanso e Neymar (Foto: Divulgação)
Dia 28/10/2015
06:03

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Trabalho, mesmo à distância. Foi essa a rotina das últimas três semanas de Rubens Barrichello desde o GP da China. Afinal, a Williams não tem nenhum ponto no Mundial de Fórmula 1 e o modelo FW33, que nasceu sob a esperança de que levaria Rubinho a bons resultados, está longe do ideal.

Emcontato constante com os engenheiros da Williams, Rubinho espera que as novas partes aerodinâmicas que estrearão no fim de semana do GP da Turquia melhorem a situação.

Um momento de descontração foi a visita ao circuito do Anhembi para assistir à IndyCar. Lá, o piloto falou sobre seu atual momento, o clamor por segurança nas pistas brasileiras.

LANCENET!: O que vem dando errado para a Williams este ano?
Rubens Barrichello: Nós descobrimos cedo que o carro era mais sensível quanto a sua parte aerodinâmica do que o modelo do ano passado. Conseguimos um bom acerto nos testes com o carro andando bem baixo em relação ao solo. O problema é que, quando chegamos a Melbourne, vimos que isso não era possível por um problema no assoalho e porque, pelo calor, tivemos que fazer mudancas que foram prejudiciais ao rendimento do carro. Conseguiremos melhorar e solucionar o problema, e espero que isso seja logo.

LNET!: Como foi o contato à distância com a equipe nessas semanas antes do GP da Turquia?
RB: Foi grande. Na fábrica, o pessoal trabalhou em peças novas, como asa traseira, asa dianteira e aerodinâmica do freio. Não creio num renascimento da Williams para essa prova, mas, com essas novas peças, o objetivo é voltar a disputar o Q3 em breve.

LNET!: O novo escapamento não funcionou na China. Como ficará o uso dessa nova peça?
RB: A gente tirou o escapamento do projeto para a Turquia. Com isso, a gente só deve ter a peça em Barcelona, que é o GP seguinte.

LNET!: Infelizmente houve a morte do Gustavo Sondermann em Interlagos. O que vocês pilotos da F-1 acham da Curva do Café? O que vocês conversaram com a FIA?
RB: Fiquei muito chateado com a morte do Gustavo. A F-1 conversou sobre o acidente no briefing com todos os pilotos e o Charlie Whiting (diretor de prova) disse que gostaria de ouvir o relato da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) antes de voltarmos a conversar sobre o assunto. Alguma mudança irá e terá de acontecer na Curva do Café.

LNET!: No Brasil, a união dos pilotos ganhou força após a tragédia e existe um esforço deles para melhorar a segurança da Stock Car. Como funciona a GPDA na F-1?
RB: A GPDA é forte e temmuita voz ativa perante a FIA. Na Stock Car não deverá ser diferente. Fora que a Stock tem muitos pilotos experientes que já inclusive correram no exterior e na Fórmula 1. Então, eles tem de ser ouvidos.

LNET!: Qual o balanço que você faz do novo regulamento (Kers, pneus e asa móvel) da Fórmula 1?
RB: O campeonato está interessante. As ultrapassagens estão melhores e, com a disparidade dos pneus duros para os moles, as ultrapassagens acontecem mesmo.

LNET!: A Red Bull começou o campeonato forte como se esperava, a McLaren melhorou muito e a Ferrari ficou aquém. Que avaliação você consegue fazer dessa briga pelas primeiras posições?
RB: A Red Bull está muito à frente em relação à parte aerodinâmica. Em pistas de baixa velocidade, outros times terão mais chances, mas se ela crescer a mesma porcentagem do que os outros times crescerem, daí o campeonato estará definido. De qualquer forma, com as novas regras de asa, pneus e Kers, ainda teremos muitas emoções durante as corridas.

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