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Barcos recebe a camisa 9 das mãos de Evair: 'Ele fez por merecer'

Evair e Barcos (Foto: Miguel Schincariol)
imagem cameraEvair e Barcos (Foto: Miguel Schincariol)
Dia 27/10/2015
22:27

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Um atacante alto, goleador, vibrante e dono da camisa 9. Quando pensam nessas características para um jogador, atualmente os palmeirenses lembram de Barcos. Já os mais antigos não conseguem esquecer Evair. E se com poucos meses no clube o argentino já começou a ser comparado com o antigo ídolo, nada melhor do que juntá-los na Academia de Futebol.

Na última segunda, dia 4, os dois finalmente se encontraram. Evair chegou no centro de treinamentos às 16h e esperou pacientemente o fim do treino. Por volta das 17h, Barcos apareceu. Logo entraram no gramado e, mesmo com poucas palavras, não esconderam a admiração mútua. Como em um ritual, o ídolo entregou a camisa 9 ao Pirata.

– Ele não precisa de dicas. É muito experiente. Tem 28 anos, já jogou em outros campeonatos, em outros países. Ele tem algo que o torcedor gosta muito, que é determinação e garra. No dia a dia, ele só precisa conquistar mais a torcida. Ele está indo bem – enalteceu o ex-jogador.

De matador para matador: Evair entrega camisa 9 para Barcos

Atento com cada palavra, Barcos não conseguiu esconder a emoção.

– É muito bonito, recebo com muito respeito e muita responsabilidade. Sei da importância da camisa 9 para os torcedores do Palmeiras. Ela significa muito – afirmou.

Principal esperança de gols do Verdão atualmente, o Pirata tem correspondido. Na temporada, já foram 12 gols. É o artilheiro do time na Copa do Brasil ao lado de Maikon Leite, com três. Ainda está longe dos 127 marcados por Evair, mas tem caminhado para conquistar a torcida.

Contra o Grêmio, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, o atual dono da camisa 9 pode repetir o que está acostumado. Nas 12 vezes que ele marcou um gol, oito foram como visitante.

Há exatamente 19 anos, Evair carimbou sua condição de ídolo, no dia 12 de junho de 1993. Inesquecível para os palmeirenses, a data marcou o fim do jejum de 16 anos sem títulos com a conquista do Paulistão: vitória por 4 a 0 diante do Corinthians, com Evair consagrando a camisa 9.

– A lembrança é de poder sair na rua de peito aberto, ver o torcedor com orgulho de gritar campeão. Não tem algo melhor – disse o ídolo.

Evair não achou necessário dar dicas para Barcos no histórico encontro promovido pelo LANCENET!.

Agora, o palmeirense só fica com uma coisa na cabeça: bem que eles poderiam ter jogados juntos...

– Não sei como. Hoje, não tem mais jeito. A minha fase já passou, minha barriga cresceu (risos). Ele está em forma, só precisa ter um velocista ao lado dele – avaliou Evair.

Evair e Barcos trocaram elogios (Foto: Miguel Schincariol)

Barcos: 'O Grêmio é difícil, mas nós podemos passar'

L!: Antes de vir para o Palmeiras, você já tinha ouvido falar de toda a história do Evair no clube?
Sempre escutei sobre o Evair. Quando cheguei aqui, me interessei um pouco mais pela história dele. Ele está entre os grandes goleadores do Palmeiras. É um prazer para mim ter ele aqui comigo.

L!: Já viu vídeos do Evair jogando? Gostou do estilo dele?
Ele foi um grande jogador, um grande atacante. Não perdoava. Dentro da área, era muito perigoso. Quando se trata de um bom atacante, é sempre bom observar para ver se dá para tirar algo de bom.

L!: O que você acha das comparações de torcedores com o Evair?
Creio que estou muito longe do Evair. Tenho de seguir trabalhando e melhorando para tentar chegar um pouco perto do que ele foi.

L!: Como está a expectativa para a partida contra o Grêmio?
É o caminho mais curto que temos. O objetivo está claro. Estamos trabalhando muito para isso. O Grêmio é um adversário difícil. Mas sabemos que podemos passar. Confiamos na nossa qualidade.

L!: Já se imaginou disputando a Libertadores pelo Palmeiras?
O próximo passo é esse. Estamos a quatro jogos da Libertadores. Dependemos só da gente. Podemos chegar nesse objetivo, vai ser muito bonito. Todos gostariam disso.


Evair: 'A camisa 9 está em boas mãos. Fez por merecer'

L!: O que você tem achado do desempenho do Barcos?
Ele se encaixa direito e muito bem no que o palmeirense quer. Ele é vibrante, um homem de área, finalizador. O torcedor necessitava de um jogador assim. Ele tem a garra e a determinação de um argentino. Espero que ele fique muitos anos no Palmeiras para conquistar esse torcedor com títulos. Isso seria importante para essa torcida.

L!: O estilo é parecido ao seu?
Ele é um jogador de área, da mesma maneira como eu fui. A comparação é válida. Ele tem feito por merecer os elogios. Tem feito os gols, traçou uma meta e está buscando. Ele demonstra caráter, personalidade. O palmeirense quer isso.

L!: A camisa 9 está em boas mãos?
Está em boas mãos, ele tem feito por merecer. A gente espera que ele fique por muitos anos para o palmeirense voltar a gostar do camisa 9 e ter o que todos querem: títulos.

L!: O que o fim do jejum, em 12 de junho de 1993, representa?
Representa muito, até hoje. Representa o palmeirense ter orgulho de vestir novamente a camisa. Não sabíamos que tinha tanto palmeirense em São Paulo. De repente, quando conquistamos o título, o torcedor voltou a ter orgulho de vestir a camisa. Depois de 16 anos de fila, ficavam todos meio escondidos. Para mim também representou isso. Foi um orgulho muito grande fazer parte dessa história.


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