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Autópsia confirma morte de corintiano por asfixia

Willians (Foto: Fla Imagem)
imagem cameraWillians (Foto: Fla Imagem)
Dia 27/10/2015
20:47

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O Instituto Médico Legal (IML) confirmou na última terça-feira, após autópsia, a causa da morte do corintiano Douglas Karim Silva, de 27 anos. De acordo com o laudo, ele sofreu um estrangulamento mecânico, seguido de afogamento.

O corpo foi encontrado na última segunda-feira, boiando no Rio Tietê, próximo à Ponte da Casa Verde (na Zona Norte de São Paulo). Até ser encontrado, o corpo da vítima percorreu cerca de cinco quilômetros.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no 28 Distrito Policial, localizado na Freguesia do Ó, o crime aconteceu no último sábado após briga entre as duas torcidas uniformizadas: Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde.

Douglas e mais dois amigos haviam combinado de assistir à luta UFC Rio na quadra da Gaviões, localizada no bairro do Bom Retiro. Depois, o trio foi informado de que um grupo da Mancha estava na Avenida Inajar de Souza, lugar para o qual se dirigia um ônibus da torcida alvinegra.

No local houve confronto entre as facções. O trio tentou se afastar da confusão, mas acabou abordado pelo grupo de palmeirenses.

De acordo com Reinaldo Pereira, primo da vítima, Douglas havia combinado de fazer um churrasco em casa, no sábado, mas decidiu ir para a quadra da torcida:

– Havíamos combinado de fazer um churrasco, mas como eu trabalho com transporte e fiquei o dia inteiro arrumando o meu carro, meu primo decidiu que iria ver a luta no telão da Gaviões da Fiel – disse ao LNET!.

Na noite de sábado, dia 27, a família decidiu fazer um boletim de ocorrência no 89 Distrito Policial, no Jardim Taboão, por causa do desaparecimento do rapaz.

Depois de registrar o acontecimento, famílias e amigos realizaram buscas e encontraram o corpo de Douglas boiando no Rio Tietê.

O crime antecedeu o Dérbi, que terminou com a vitória por 2 a 1 do Palmeiras. O clássico foi disputado em Presidente Prudente, interior de São Paulo, pelo Brasileirão.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Passo a passo

Quinta-feira

Membros das duas torcidas uniformizadas já começavam a combinar o confronto para o sábado, véspera do clássico, por volta das 23h.

Sábado

Após o UFC Rio, que foi transmitido na quadra da Gaviões, alguns membros deixaram o local e foram ao encontro da torcida rival para brigar.

Domingo

Já pela manhã, a família sentiu falta de Douglas e passou a procurá-lo, após saber que ele havia se separado dos amigos na briga entre as torcidas.

Segunda-feira

Corpo de Douglas apareceu boiando no Rio Tietê, próximo à Ponte da Casa Verde. Resgatado pelos Bombeiros, a vítima vestia a camisa do Corinthians.

Bate-Bola - Antônio Cardoso Silva, pai de Douglas Karim Silva ao LNET!

Quais foram as primeiras informações recebidas sobre Douglas?

Soube que foi marcada uma briga pela internet. Quando meu filho e dois amigos saíram da quadra da Gaviões, depois de assistirem à luta, encontraram membros da Torcida Mancha Alviverde e foram agredidos. Os outros dois fugiram, mas meu filho não conseguiu.

Como ficou sabendo do desaparecimento de seu filho?

Minha nora ligou domingo, às 7h. Ela estranhou, pois o Douglas nunca passou a noite fora de casa sem avisar. Ele tinha dito que assim que acabasse a luta voltaria para casa.

Como foi encontrado o corpo?

Se não fosse colocar amigos e família para procurá-lo, não havíamos encontrado. A polícia não ofereceu nenhuma assistência.

Douglas tinha alguma passagem pela polícia?

O delegado do caso disse que meu filho estava em liberdade condicional, mas não é verdade. Ele ficou detido cinco meses no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Belém (bairro da Zona Leste de São Paulo). Na época, uma pessoa foi baleada durante um roubo, e ele foi preso por estar próximo ao local. Mas durante o reconhecimento, a vítima disse que nem de longe ele parecia com o criminoso.

Nota da redação: Antônio Silva acusa um integrante da Mancha Alviverde pelo assassinato do filho. O LANCENET! não publica essa parte da entrevista por não ter conseguido contato com o advogado do acusado.

Versão das torcidas

Gaviões da Fiel

Segundo Thiago Guerreiro, assessor da Gaviões da Fiel, a torcida não tinha conhecimento sobre a briga marcada:

- Não sabíamos de nada. Se soubéssemos, não teríamos deixado o moleque morrer. Infelizmente, não sei o que aconteceu, agora cabe à polícia investigar - afirmou ao LNET!.

Mancha Alviverde

André Guerra, presidente da uniformizada, nega a participação da torcida na briga de domingo.

- Fiquei sabendo quando cheguei em São Paulo. Eu estava em Presidente Prudente por conta dos dois meninos baleados. A Mancha tem nada a ver com isso. Vamos aguardar a
investigação da polícia - declarou.

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