Atrás de um atacante, Timão 'culpa' fracasso de Adriano

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– Esse nosso time foi montado todo pensando nele...
A lamentação acima é de Duílio Monteiro Alves, diretor-adjunto de futebol, em conversa informal com jornalistas nesta semana, quando foi perguntado sobre Adriano.
O sentimento da diretoria é esse: o de que o fracasso do atacante nesta temporada atrapalhou o planejamento feito por eles ainda no fim de 2011, quando a meta era segurar os principais destaques da equipe que venceu o Brasileirão e também recuperar fisicamente o então camisa 10, aposta de grande estrela de um time operário que brigaria pelo primeiro título da Copa Santander Libertadores.
– Se ele volta das férias e arrebenta, teríamos o camisa 9 que ninguém tem no futebol mundial – ainda completou o dirigente.
Acontece que, após o recesso de fim de ano, não foi isso o que ocorreu. Atrasos e faltas a treinos, dificuldade para perder peso e o pouco futebol mostrado nas chances que teve forçaram a sua demissão em março (que rendeu a ele ganho de R$ 1,8 milhão na Justiça).
Aliado à saída do Imperador, a queda técnica de Liedson e a dificuldade de Elton em agarrar as oportunidades fazem com que, hoje, a equipe sofra com a falta de gols. E obrigam os homens do departamento de futebol a saírem atrás de novos nomes. Mariano Pavone, do Lanús (ARG), é um deles.
– Estávamos com três grandes atacantes. É um nível bastante alto. Era esse o nosso plano para Libertadores e Brasileiro. Mas o futebol é assim... – comentou o gerente de futebol Edu Gaspar, sobre o "desertor."
Enquanto Adriano inicia sessões de fisioterapia no Flamengo nesta segunda-feira, após nova cirurgia no tendão-de-aquiles, o Timão ainda busca o seu substituto. E lamenta que tudo poderia ser diferente.
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