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Árbitros falham muito e causam polêmica nos Jogos Olímpicos

ze bonitinho - (Foto: Valdomiro Neto)
imagem cameraze bonitinho - (Foto: Valdomiro Neto)
Dia 28/10/2015
05:42

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Se o desempenho dos árbitros na Olimpíada de Londres pudesse ser analisado de uma forma esportiva, seria possível dizer que ela está bem longe da medalha de ouro. Em algumas modalidades, principalmente na natação e no judô, alguns erros de juízes vêm causado polêmicas, choros e revolta nos atletas. Na terça-feira, pelo menos dois erros incríveis ocorreram.

No jogo entre Croácia e Espanha, pela primeira fase do polo aquático masculino, no Parque Olímpico, a Espanha marcou um gol a dois segundos do fim da partida, o que empataria o confronto em 8 a 8. Mas o juiz principal, o esloveno Boris Margeta, invalidou o lance, mesmo com o fato de o árbitro que fica do lado da trave ter apontado
bola dentro. O jogo terminou com a vitória croata em 8 a 7, o que causou revolta nos espanhóis.

Nervosos, atletas e comissão técnica da equipe derrotada enfrentaram árbitros e comissários da competição para reclamar. Enquanto isso, o público vaiava o erro dos juízes, já que um telão instalado na piscina mostrou que foi gol.

O lance polêmico lançou luz de novo a uma velha discussão no esporte: a do auxílio da eletrônica e TV para solucionar dúvidas.

- Eu vi que foi gol na TV, não entendo o porquê de o polo aquático não usar a TV (para replays) - disse o jogador espanhol Guillermo Molina.

Foi exatamente este o artifício utilizado no judô para dar mais justiça a um duelo nas quartas de final da categoria até 66kg. A Federação Internacional de Judô (IJF) reconheceu que o vídeo foi decisivo para dar a vitória ao japonês Masashi Ebinuma contra o sul-coreano Jun-ho Cho. O segundo havia sido declarado vencedor, mas a comissão de arbitragem reviu a decisão dos juízes do tatame e classificou Ebinuma.

"Intervenções com vídeo em combates têm sido efetivas por mais de um ciclo olímpico, mas esta foi a primeira vez que isto agiu em uma decis ão final (nas bandeiras)?", divulgou a IJF em um comunicado.

Também na terça-feira, no jogo entre Brasil e Reino Unido no torneio masculino de basquete, Anderson Varejão tirou uma bola arremessada por um adversário ao enfiar a mão por baixo da cesta e da rede. O árbitro, que deveria ter dado dois pontos aos britânicos, mandou o lance seguir. Não se espante se, até o fim da Olimpíada, mais polêmicas surgirem. Os árbitros que se cuidem.

Confira os oito principais erros dos árbitros nos Jogos Olímpicos:

NATAÇÃO (28/7): Nas eliminatórias dos 400m livre, o sulcoreano Tae Hwan Park foi desclassificado por queima de largada. O país protestou e a Fina, que reviu a decisão, recolocou o atleta na final. Ele ganharia a prata.

VELA (29/7): Na 2ª regata da Star, os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada chegaram quase juntos aos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson. Os árbitros mudaram o resultado duas vezes. No fim, deu Brasil.

JUDÔ (29/7): Nas quartas na categoria até 66kg, os juízes deram a vitória ao sul-coreano Jun-Ho Cho sobre o japonês Masashi Ebinuma, mas a decisão foi mudada pela IJF após análise pela TV. Na luta, Ebiuma chegou a ter yuko anulado.

GINÁSTICA ARTÍSTICA (30/7): Na competição masculina por equipes, China, Reino Unido e Ucrânia ficaram no Top 3. Mas o Japão, que ficou em quarto, protestou em relação a
uma nota e ficou com a prata; a Ucrânia caiu para quarto.

ESGRIMA (30/7): A sul-coreana Lam Shin perdeu a semifinal contra a alemã Britta Heidemann ao levar um golpe no fim do tempo extra, após falha no cronômetro. O protesto não foi aceito, Shin desabou no choro e perdeu até o bronze.

NATAÇÃO (30/7): Na final dos 100m peito feminino, a americana Breeja Larson largou antes ao ouvir o disparo. Mas o sinal do início soou antes do que deveria. Larson
não foi desclassificada mas se desconcentrou e foi a sexta.

POLO AQUÁTICO (31/7): No jogo Croácia x Espanha, Perez fez um gol para os espanhois a dois segundos do fim, o que empataria a partida em 8 a 8. O juiz de linha validou, mas o árbitro central, o esloveno Boris Margeta, não viu gol.

BASQUETE (31/7): Quando o Brasil mais sofria contra o Reino Unido, Anderson Varejão impediu dois pontos com um tapa na bola por baixo da cesta e da rede, o que é irregular. O juiz deveria dar os pontos, mas não o fez.

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