Árbitro brasileiro do UFC explica mudança na regra dos 'três-apoios'
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As regras do MMA são discutidas desde que o esporte nasceu. No UFC, o assunto é mais polêmico por se tratar do maior evento da modalidade no mundo e, por conta da evolução do show, ter passado por inúmeras mudanças para acompanhar as necessidades para um evento de grande porte ser aceito pelo público. Após anos sem ter nenhuma modificação no regulamento, uma reunião ocorrida no Texas (EUA) semanas atrás definiu um novo adendo à regra dos "três-apoios". Em entrevista ao LANCE!Net, o árbitro brasileiro do UFC, Mario Yamasaki, que participou do encontro, explicou do que se trata a nova decisão quanto ao regulamento.
Segundo Yamasaki, a Associação das Comissões de Boxe (ABC Boxing), entidade que reúne todas as comissões atléticas estaduais que regulamentam os esportes de combate nos Estados Unidos, definiu que os árbitros terão uma responsabilidade maior ao interpretar uma situação onde um lutador se encontra em "três-apoios".
Atualmente, quando um atleta apoia qualquer parte do corpo que não os pés no solo, não pode ser golpeado na cabeça por chute ou joelhada. Com a nova decisão, o árbitro buscará punir a "firula" de muitos atletas que usam da regra para se beneficiar em determinado momento do combate.
- Estava no Texas reunido com a comissão atlética. Não é bem assim como muita gente está falando. A nova regra não diz que vamos deixar que um lutador golpeie o outro na posição de "três-apoios". A decisão é quanto ao momento quando ele está com dois apoios, quando fica subindo e descendo, fazendo "firula". A ideia é deixar essa linha mais aberta para os juízes avaliarem quanto a lealdade do movimento. No vestiário eu falo isso: se estiver brincando... Se o lutador estiver em transição, não será considerada a posição. Não é que vamos deixar o lutador sofrer golpes na posição, mas vamos atentar para essa transição, que muitas vezes é usada para se proteger - explicou Mario Yamasaki, árbitro do UFC.
Confira um bate-papo com Mario Yamasaki
Você promoveu alguns seminários de MMA no Rio de Janeiro durante a semana do UFC 163. Como surgiu essa ideia?
A ideia surgiu depois que abrimos a comissão brasileira. Sou diretor técnico dela. Queremos capacitar as pessoas no Brasil para isso. Queremos fazer todos verem a luta do mesmo jeito que os árbitros a enxergam. Com mais conhecimento e entendimento...
Como você vê a qualidade da arbitragem no Brasil hoje em dia?
Quando voltei para o Brasi, vi que tinha muita coisa errada por aqui. Muito protecionismo. Queremos mudar essa mentalidade. Queremos mudar o esporte. O árbitro tem de ser neutro, preservar a integridade física dos atletas.
Qual a diferença do MMA no Brasil antes e depois da chegada do UFC?
A mudança foi da água para o vinho. O brasileiro não tinha parâmetro para o evento. Hoje, o parâmetro é o UFC. Muitos eventos melhoraram muito. Acho que só tem a evoluir.
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