Almagro e Dolgopolov disputam apoio da torcida na final

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Sem um tenista brasileiro na final da chave de simples do Aberto do Brasil, na Costa do Sauípe, em Salvador (BA), o espanhol Nicolás Almagro (13º) e o ucraniano Alexandr Dolgopolov (32º) disputam, além do título do torneio, o apoio da torcida brasileira. O primeiro virou xodó dos torcedores na semifinal contra o argentino Juan Ignacio Chela (39º). O segundo, depois de ser a sensação do Aberto da Austrália, repete o feito na Bahia.
Almagro não tem um bom histórico no Aberto do Brasil. Em 2009, o espanhol defendia o título do torneio quando, nas quartas de final, após ser derrotado pelo português Frederico Gil, acabou se envolvendo numa grande confusão com torcedores. Assim que saiu da sala de jogadores, Almagro foi provocado por brasileiros, que o chamaram de maricón (homossexual em espanhol). O ocorrido quase terminou em briga.
- O tempo é justo, então dá a cada um o que merece. Se alguma vez tive algum problema, são coisas que não tenho de dar muita importância. É um prazer para mim jogar aqui e ainda contar com o apoio da torcida. Espero que na final estejam comigo outra vez. Mas sei que na semifinal a torcida me apoiou por causa da nacionalidade do meu adversário - disse Almagro, referindo-se à rivalidade entre Brasil e Argentina.
O espanhol, no entanto, não aprovou o comportamento agressivo da torcida, com xingamentos contra os jogadores. Segundo Almagro, esse tipo de situação não pode acontecer no esporte, que tem de ser limpo.
- O tênis tem de ser um jogo de cavalheiros, sem falta de respeito como tem acontecido. Novamente escutamos insultos de certa parte da torcida. Não sei o que pretendem, se querem impedir que as pessoas desfrutem da partida. São coisas que pouco a pouco têm de acabar. Mas a maioria se comportou de maneira excelente, animando os jogadores como tem de animar - afirmou Almagro.
Dolgopolov, por sua vez, acredita que as pessoas simpatizam com o modo como joga. Ele aposta que a arquibancada estará dividida meio a meio entre ele e seu adversário.
- Não há brasileiro na final, então só espero que gostem do tênis e que façamos uma boa partida - disse o ucraniano.
No histórico de confrontos entre os dois, há um empate. Os dois se enfrentaram duas vezes no ano passado: em Roland Garros, Almagro saiu vencedor na terceira rodada. Já no Masters 1.000 de Xangai, na China, Dolgopolov derrotou o espanhol.
* O repórter viaja a convite da organização
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