Alan Kardec usa pausa forçada para aprimorar físico e se aproxima do ideal
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Contratado já no fim da temporada na Europa, onde estava encostado no Benfica (POR), Alan Kardec precisou de quase 20 dias para estrear no Verdão. Sem ter feito pré-temporada em 2013, o jogador necessitou de tempo para condicionar-se fisicamente, e enquanto o time jogou só uma vez por semana, ele alternou treinos de fortalecimento, com atividades junto do grupo.
Após a diminuição do intervalo entre as partidas na Série B, porém, o plano não pôde ser mais executado até esta semana, quando o jogador não viajou com o elenco para Joinville, por conta do terceiro amarelo recebido ante o Paraná.
A ausência foi até "celebrada" pelo camisa 14, que viu nesta pausa forçada a possibilidade de novamente focar na parte física. Para Paulo Zogaib, fisiologista do clube, estes dias foram significativos para a recuperação de Kardec.
– Lógico (foi bom o período). Quando temos semana cheia para trabalhar você consegue buscar os pontos que faltam e fazer pequenos ajustes. Com o atual ritmo, não tem tempo para melhorar o condicionamento e então pudemos trabalhar na recuperação – disse, ao LANCE!Net.
De acordo com o fisiologista, o atacante evoluiu bem desde que chegou no começo de julho, mas ainda está cerca de 5% a 10% abaixo do elenco na parte física.
– Falta um pouquinho, mas é mais o ritmo de jogo, entrando nesta condição de que você vai suportar o jogo todo. Começa no banco, depois não fica os 90 minutos e aos poucos aumenta a permanência.
Nos seis jogos em que fez pelo Palmeiras, Kardec foi aumentando aos poucos o tempo em campo. Em sua estreia, diante do Figueirense, foram 45 minutos, mais 35 diante do Guaratinguetá, outros 27 contra o Icasa, quando marcou duas vezes, e mais 81 ante o Bragantino. Contra o São Caetano e o Paraná, o atacante conseguiu ficar em campo durante os 90 minutos.
De volta neste sábado, contra o Paysandu, no Pacaembu, a esperança é de que com estes trabalhos, o fã de Thierry Henry desequilibre, como quando driblou quatro jogadores do Azulão, em bela arrancada e fez seu gol.
– Ele tem condições para 90 minutos. Falamos em buscar o ideal para que ele possa fazer a arrancada do golaço contra o São Caetano mais cinco ou seis vezes (risos) – brincou o fisiologista alviverde.
Se o centroavante estava chamando a atenção com os gols e bons lances já antes desta parada, o Papão que se cuide.
Com a palavra:
Fabiano Xhá
Preparador físico do Palmeiras, ao L!Net
Ele se cuida, treina na intensidade máxima
Alan Kardec ainda não está 100%, precisa ganhar um pouco mais na parte física e no ritmo de jogo. O ritmo vem jogando. No físico, já conseguimos melhorar, ele já ganhou resistência. Agora é manutenção, vamos ter que monitorar jogo a jogo. Não teremos tempo de ganhar mais, então temos de nos preocupar em manter. A suspensão dele acabou sendo boa. Ficou aqui, treinou bem, fez trabalho de força, potência, campo reduzido e resistência na areia.
Conseguimos fazer coisas que não conseguiríamos com jogos direto. Desde que chegou, ele já ganhou massa muscular. Não chegou com um percentual de gordura alto, mas já diminuiu. Ele se cuida, treina na intensidade máxima todos os dias, se doa muito e consegue sempre fazer complementos musculares. Ele ainda está um pouco abaixo do elenco, mas com essa intensidade que ele está dando jogo após jogo, vai conseguir aumentar rapidamente.
Bate-Bola:
Paulo Zogaib
Fisiologista do Palmeiras, em entrevista ao LANCE!
Quais pontos vocês trabalharam com o Kardec nesta semana?
Não é algo específico. É aquela repetição de movimentos que você consegue prolongar, por exemplo em tiros curtos. E ele veio de um tempo parado em Portugal.
Em quais aspectos ele já mostrou melhora desde que chegou?
É difícil quantificar em números. Fazemos testes e vemos que ainda falta um pouquinho, mas já há uma boa melhora. Em termos da condição ideal, talvez falte uns 5%, 10%.
Por conta deste trabalho física, vocês pensaram em poupá-lo?
Ele especificamente não. O que falamos é de uma forma geral, com todos que se desgastam com o acúmulo de jogos e passamos à comissão. Neste momento, não temos nenhum jogador em estado crítico. Conforme eles vão se apresentando, nós vamos modulando a carga.
Não é preciso poupar ninguém?
A gente vinha em uma sequência que talvez fosse importante manter o time titular. Agora tem o jogo em casa (diante do Paysandu), a Copa do Brasil, mas esta é uma decisão complexa. Teoricamente seria um momento bom para fazer isto, mas o Kleina vai analisar.
Há mais atenção com alguém?
Com todos. No jogo anterior (contra o Paraná), o Wesley sentiu um pouco e depois vimos que ele correu mais de 11 km. Aí você dá uma poupada no treino, reequilibra. A mesma coisa com o Leandro e o Charles (após o jogo com o Joinville). Eles sentiram um pouco mais, mas não é preciso tirá-los do time. Não temos ninguém em um estágio mais crítico. Mas agora, de forma geral, é possível colocar todos para jogar. Não há nenhum empecilho para isto. Depende de uma série de outros fatores, técnicos.
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