Robinho

(Foto: Divulgação/Santos)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
12/10/2020
07:45
São Paulo (SP)

O que era um rumor a cada temporada, enfim tornou-se realidade. O Santos repatriou o atacante Robinho, que deixou o Istanbul Basaksehir, da Turquia, para um contrato de cinco meses. É inegável seu valor histórico no Peixe e nem mesmo sua idade (completará 37 anos em janeiro) seria um impeditivo para uma uma espécie de ultima dança com a camisa alvinegra.

Mas o anúncio festivo feito pelo clube joga para baixo do tapete uma situação extremamente complexa. É impossível ignorar que o jogador foi condenado em primeira instância na Itália por violência sexual e chegou até mesmo a evitar partidas no país, onde corria risco de prisão.

O clube não precisa fazer o papel de tribunal, mas não pode abandonar seus valores, que devem ir muito além de promover campanhas em defesa das mulheres nas redes sociais. Enquanto não sai a decisão final sobre uma acusação tão grave, o retorno de Robinho ao Santos é um ato desesperado, infundado e sem qualquer sensibilidade.

Não é resgatar uma idolatria, é uma pedalada moral. Bem diferente daquelas que levaram o jogador ao estrelato.