Em prova na Jamaica, Usain Bolt faz o segundo tempo mais rápido do mundo
Recordista mundial e campeão olímpico faz 9s88 em disputa com grandes nomes nos 100m, como os compatriotas Yohan Blake, Asafa Powell e Nickel Ashmeade

O jamaicano Usain Bolt segue dando indícios de que não virá para a Olimpíada do Rio de Janeiro a passeio. Neste sábado, o velocista venceu a prova dos 100m em um meeting em seu país e, de quebra, correu para a segunda melhor marca do mundo nesse ano: 9s88.
Com o resultado, o campeão olímpico, mundial e recordista mundial dos 100m e 200m superou três compatriotas de peso para conquistar o ouro: Nickel Ashmeade, segundo com 9s94, Yohan Blake, terceiro com o mesmo tempo, e Asafa Powell, quarto com 9s98.
- Não foi uma corrida perfeito, mas o bom é que eu venci e saí sem nenhuma lesão. Foi bom voltar à Jamaica, fazia um tempo que eu não corria aqui. Não estou completamente feliz com a execução, já que minha largada foi horrível. Mas eu venci, e isso é bom - disse Bolt, em um estádio lotado em Kingston.
Apesar das falhas, o jamaicano fez o segundo melhor tempo do mundo no ano, atrás apenas do francês Jimmy Vicaut, que correu para 9s86 no último dia 7, com o auxílio de um vento 0,8 m/s mais veloz.
Agora, o atleta se prepara para a disputa das seletivas olímpicas que definirão os jamaicanos que serão convocados para a Olimpíada do Rio de Janeiro pela federação de seu país, ainda nesse mês, ainda que seu nome seja praticamente certo na lista.
Bolt fala em dor por ter de devolver medalha
Apesar de nunca ter seu nome mencionado em nenhum caso direto de doping, o jamaicano Usain Bolt pode ter de devolver uma de suas medalhas olímpicas, mais precisamente a dos Jogos de Pequim-2008, na China.
O motivo foi o flagra de Nesta Carter, que participou do time de ouro no revezamento 4x100m. Questionado sobre a possibilidade de ter de entregar a láurea, Bolt disse que não seria um problema, mas sim um momento que causaria dor.

- Se for confirmado e eu precisar devolver a minha medalha, não seria um problema. Claro que dói no coração, porque por anos você trabalhou duro para acumular medalhas de ouro e ser um campeão. Então, machuca o coração, mas acontece - comentou.
O corredor foi flagrado após uma série de testes em amostras antigas dos Jogos, utilizando novos meios para localizar substâncias dopantes.
- Não posso dizer o que ele (Carter) está pensando, mas deve ser duro e frustrante. Não estou muito feliz com esta situação. Penso que é um duro golpe para o atletismo - completou.

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