Prefeito do Rio não poupa críticas ao governo estadual: "hora de trabalhar"
Questionado sobre problemas de segurança e saúde, Eduardo Paes pediu vergonha na cara

O roubo dos equipamentos de duas redes de TV alemãs e as declarações do secretário estadual de saúdo do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Junior, de que os hospitais podem parar de funcionar durante a Olimpíada, irritaram bastante o prefeito da cidade maravilhosa, Eduardo Paes (PMDB), que não poupou críticas em sua entrevista neste sábado, após uma reunião na Barra da Tijuca.
- Já está atrapalhando demais o Rio esse chororô. Agora está na hora de trabalhar. Confio no governador Dornelles e espero que ele coloque o secretariado para arregaçar as mangas e pare de tanto blá-blá-blá. É muita reclamação o dia inteiro – comentou Eduardo Paes.
- Assumam as responsabilidades, os recursos estão disponibilizados, o presidente Michel Temer ajudou, deveriam estar agradecendo, lambendo os beiços, e tocando a vida – acrescentou.
Quando questionado sobre o roubo de equipamentos da TV alemã, o prefeito comentou que já fez tudo o que seria possível para ajudar o governo estadual, mas que a responsabilidade pela segurança pública é do Estado.
- Está no limite, falta o mínimo de comando, não pode virar esse desmando no Rio. Não pode falar que é problema social porque problema social também tem em São Paulo e a gente não vê isso. Tem em Recife, em Belo Horizonte e a gente não vê isso. O que a gente espera das forças policiais do Estado é que elas cumpram suas obrigações – completou.
Sobre as declarações de Luiz Antônio Teixeira Junior, sobre o atual quadro de saúde na cidade, Eduardo Paes também se mostrou bastante irritado com o assunto.
- É um absurdo um secretário dizer isso nessa altura do campeonato. Vá aprender a gerenciar, vá aprender a economizar custos. O Albert Schweitzer e o Rocha Faria custavam R$ 500 milhões e estamos pagando R$ 300 milhões. Se tiver vergonha na cara, capacidade gerencial e administração, vai resolver os problemas - disse o prefeito, citando dois hospitais estaduais que que foram assumidos pela prefeitura.
- Não dá pro prefeito assumir a função do governador nem a prefeitura assumir o governo do Estado. Tudo tem limite. Se o secretário está dizendo que vai parar mais alguma coisa, pede o boné – encerrou.

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