Festa do Palmeiras

O presidente eleito Jair Bolsonaro levantou a taça com Felipão e Felipe Melo (EDUARDO CARMIM/PHOTO PREMIUM)

LANCE!
12/12/2018
16:48
São Paulo (SP)

No último dia 2, no Allianz Parque, logo após o triunfo por 3 a 2 sobre o Vitória, o presidente eleito Jair Bolsonaro entregou medalhas, prestou continência com Felipe Melo, trocou abraços com jogadores e o técnico Luiz Felipe Scolari e deu a volta olímpica com o troféu do Campeonato Brasileiro. Uma presença destacada que não agradou Fernando Prass.

O goleiro questionou a mistura de política com futebol e, também, o excesso de pessoas dentro do gramado. Por conta disso, o camisa 1, que renovou seu contrato por mais uma temporada com o Verdão, alega que não conseguiu ter a taça nas mãos durante a volta no gramado.

- Ali, é um momento dos jogadores. Cobraram muito para estarmos mais organizados, essas festas para entrega de troféus são sempre muito complicadas. Na Europa, é tudo limpinho e, no Brasil, sempre aquela confusão. Tanto que, quando o pessoal saiu para dar a volta olímpica, eu mesmo não consegui pegar a taça em momento nenhum, pois era tanta gente em volta querendo pegar. Só fui tirar foto com a taça no fim, quando a colocaram de volta no palanque - disse Prass ao jornal Agora São Paulo.

Jair Bolsonaro esteve no Allianz Parque a convite do Palmeiras, que lhe reservou um camarote. O presidente eleito tirou fotos com Leila Pereira, proprietária de Crefisa e Faculdade das Américas, principais patrocinadores do clube, e também com o ex-goleiro Marcos. Ele vestiu a camisa alviverde antes de partir para o gramado do Allianz Parque.

- É sempre muito complicado misturar três coisas: futebol, política e religião. Se quiserem misturar essas coisas vai ter pano para manga, briga em família, discussão com amigos. São assuntos muito delicados - afirmou Prass, culpando a CBF pelo excesso de pessoas no gramado.

- A festa, na realidade, é um evento da CBF. É no estádio do Palmeiras, mas quem entrega os crachás e autoriza quem sobe e quem não sobe é a CBF, não é o clube. Com certeza, se o Palmeiras quisesse colocar o Joãozinho para entregar o troféu, a CBF não iria deixar. Foi um evento de responsabilidade da CBF. Eu não sou a favor de misturar.