Borja Palmeiras

Borja se isolou no posto de terceiro maior artilheiro da história do Palmeiras na Libertadores (Agência Palmeiras)

William Correia
24/07/2019
08:00
São Paulo (SP)

Miguel Borja parecia com os dias contados no Palmeiras. A diretoria buscava um novo destino para o colombiano até o dia 17, para não precisar gastar mais US$ 3 milhões (cerca de R$ 11 milhões) com ele. Mas o camisa 9 voltou a ser titular após dois meses, encerrou um jejum de quase cinco meses sem balançar as redes ao selar o empate por 2 a 2 diante do Godoy Cruz e superou Ademir da Guia entre os maiores artilheiros do clube na Libertadores.

O centroavante chegou a dez gols na competição continental pelo clube. Isolou-se como terceiro a mais balançar as redes pelo Verdão no torneio, superando os nove de Ademir da Guia e Lopes, que defendeu o time na edição de 2001. Está a dois de se igualar ao líder do quesito - segue atrás dos 11 de Tupãzinho, atacante da equipe nos anos 1960, e dos 12 de Alex, meia do Verdão entre 1999 e 2002. Histórico levado em conta na escalação dessa terça-feira.

– Coloquei o Borja porque entendo que ele é um jogador também de Libertadores, talhado para esses jogos. Como o Deyverson não vinha dando aquilo que eu desejava, achei melhor colocar o Borja, já vivido na Libertadores. E foi muito bem - elogiou o técnico Luiz Felipe Scolari.

Os números comprovam a alcunha de "jogador de Libertadores". Ao lado de Edu Dracena, Marcos Rocha e Willian, Borja é um dos poucos no elenco que conquistaram o torneio. E foi exatamente o seu desempenho no título do Atlético Nacional, fazendo cinco gols nas quatro partidas das semifinais e finais em 2016, que fez o Palmeiras desembolsar R$ 32,5 milhões por 70% dos seus direitos econômicos no ano seguinte.

O camisa 9 passou em branco na Libertadores de 2017, mas foi o artilheiro da edição do ano passado, com nove gols. Ainda não tinha balançado as redes na atual competição. Contudo, deu sua única assistência na temporada ao tocar para Marcos Rocha selar o 2 a 0 diante do Junior Barranquilla, na Colômbia. Nessa terça-feira, fez sua quarta partida no torneio em 2019 e, enfim, deixou sua marca, evitando a derrota na ida das oitavas de final da Libertadores.

Borja não era titular desde 30 de maio, quando foi mal na vitória por 2 a 0 sobre o Sampaio Corrêa, no Allianz Parque, de um time quase completo de reservas pela Copa do Brasil. Nos últimos quatro meses, chegou a ficar fora até do banco de reservas. Seu último gol havia ocorrido no 3 a 2 imposto diante do Ituano, em 27 de fevereiro, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

Agora, fica a expectativa de que ele seja uma solução para um setor carente - a diretoria avalia a possibilidade de ter Henrique Dourado de graça, emprestado pelo chinês Henan Jianye. Ou que o gol dessa terça-feira gere uma negociação. Borja tem contrato até o fim de 2021, recusou ofertas de China, México e Estados Unidos no primeiro semestre e, se não for vendido até o dia 17, o Palmeiras terá de pagar US$ 3 milhões pelos 30% dos direitos econômicos que seguem com o Atlético Nacional, como ficou acordado em sua venda.