Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia, na festa de 103 anos do clube

José Roberto Lamacchia e Leila Pereira não têm boa relação com Mustafá Contursi (Foto: Agência Palmeiras)

Thiago Ferri
19/07/2019
12:21
São Paulo (SP)

O sindicato do futebol, presidido por Mustafá Contursi, teve vitória em segunda instância na 32ª câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em processo movido por José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa. O conselheiro e patrocinador do Palmeiras cobra R$ 430 mil na Justiça, pois alega ter emprestado ao sindicato; o ex-dirigente alviverde, por sua vez, defende que a quantia foi doada.

A ação em primeira instância havia sido vencida por Lamacchia. Na quinta, a vitória foi em favor do sindicato, por unanimidade em segunda instância. A Crefisa diz que ainda tentará recorrer da decisão.

- Nós não comentamos decisão judicial. E nesse caso ainda cabe recurso - resumiu Leila Pereira, presidente da Crefisa, esposa de Lamacchia e também conselheira/patrocinadora do Palmeiras.

​O dinheiro foi recebido em 2017, quando Mustafá ainda tinha boa relação com o casal. Foi o ex-presidente, inclusive, quem iniciou a dupla politicamente no Verdão, a contragosto do ex-presidente Paulo Nobre. 

No fim daquele ano, contudo, houve o rompimento depois de Mustafá ser acusado de fazer cambismo com ingressos dados pela patrocinadora a ele. Desde então, tornou-se inimigo político de José Roberto e Leila. O caso com os ingressos, inclusive, é tema de uma sindicância interna e de investigação no Ministério Público.

A vitória do sindicato quanto aos R$ 430 mil foi baseada em um e-mail enviado por Leila, em que a empresária falava em doar a quantia. 
 
- O sindicato tem sua arrecadação e despesas submetidas ao Conselho Fiscal, sendo impossível que o representante legal recebesse empréstimo ou acordasse restituição de valores sem qualquer instrumento particular, e, ainda, sem assinatura conjunta do diretor financeiro ou tesoureiro. É impossível acreditar que caso fosse empréstimo, Lamacchia como banqueiro não fizesse contrato - justificou Aílton Soares de Oliveira, advogado do sindicato.