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ANÁLISE: Queda de produção do Palmeiras mostra que nem mesmo Abel Ferreira consegue fazer mágica

Verdão venceu apenas um de seus últimos cinco jogos na temporada e sofre com o impacto das ausências no time

PorLance!São Paulo (SP)
06/07/2023 05:54
Atualizado em 06/07/2023 07:40
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Abel Ferreira esteve suspenso do duelo do Palmeiras com o São Paulo (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras foi derrotado pelo São Paulo por 1 a 0, nessa quarta-feira (5), e saiu atrás na disputa por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. O placar é natural se pensarmos que foi um clássico no Morumbi, mas quem viu o jogo percebeu que a derrota pode significar muito mais do que propriamente o resultado. Sem estar com o time completo e com uma formação incomum, o Verdão mostrou pouco repertório e poucas alternativas para sair de um cenário difícil. Uma coisa está clara: Abel Ferreira é ótimo, mas não é mágico.

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Do time considerado titular ideal, o Alviverde entrou em campo sem quatro peças, sendo três delas essenciais: Zé Rafael, Rony e Artur, além de Marcos Rocha, que tem ficado ausente por lesões. Em uma equipe que tem seus jogadores "contadinhos, qualquer desfalque pesa, e quando os desfalques são dessa importância, o impacto é ainda maior.

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Zé Rafael já é uma "invenção" para uma posição que não tem peça disponível no elenco, assim é difícil pensar quem seria o seu substituto, uma vez que Jailson, o único "camisa 5" do elenco, não se firmou e tem sofrido com lesões. O jeito seria improvisar novamente com dois volantes mais construtores (Gabriel Menino e Richard Ríos) ou trazer um novo "coelho da cartola", que foi escalar Luan para ser um "híbrido" de volante e zagueiro. Ou seja, é a quarta ou a quinta opção.

Artur está em ótima fase, mas não pode atuar na Copa do Brasil, pois já jogou pelo Bragantino na competição. Vale lembrar que o Palmeiras contratou o atacante apenas após a disputa do estadual, em abril. Para o seu lugar há opções no elenco como Luis Guilherme ou até mesmo Endrick jogando mais aberto, mas a comissão técnica preferiu "puxar" Veiga para atuar pelo lado e preencher o meio-campo com mais um jogador, que foi Ríos. Mais uma "adaptação".

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Sem Rony no ataque, Abel optou por Endrick. Apesar do talento do jovem, as características são bem diferentes. Quando se perde um Rony, não há um substituto à altura, pois é difícil fazer o que o Rústico faz. Novamente seria preciso fazer uma adaptação ao time que está acostumado a jogar com um outro tipo de atacante de referência.

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Quando se perde três titulares tão essenciais assim, todos de uma vez, a primeira alternativa é buscar peças no elenco principal, a segunda é usar a base, a terceira é acreditar no trabalho do treinador para resolver e a quarta é rezar. O Palmeiras passa pelas duas primeiras sempre com a certeza de que a terceira vai funcionar. Não vai.

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Abel Ferreira talvez seja o maior técnico da história do Verdão e um dos maiores técnicos deste século no Brasil. No entanto, ele é apenas treinador. Acima da média com certeza, mas não mágico. Por mais que ele tenha histórico de arrumar soluções e ter mil e um planos, nem sempre é possível garantir que tudo vai dar certo. As provas estão aí: não tem dado certo.

Desde a volta da Data Fifa, sofrendo com desfalques, o Alviverde fez cinco jogos e venceu apenas um. Contra o São Paulo, por exemplo, a vitória passou muito longe, tamanha a pobreza de jogadas criadas. Parecia até um time que "voltou casas" em sua evolução. Talvez falte jogador, talvez falte o técnico na beira do campo, talvez falte os principais jogadores assumirem a liderança técnica.

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A melhor coisa de tudo isso é que Abel Ferreira é capaz de retomar o caminho das vitórias, ninguém melhor do que ele para isso. Já a notícia ruim é que o material humano não vai mudar, o português deve seguir buscando soluções internamente, pois o Verdão não vai fazer loucuras na janela. Há quem siga apostando no aspecto "mágico" do treinador, mas uma hora não vai se sustentar e ela está chegando.

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