Daniel Snyder é o proprietário do Washington Football Team (Foto: AFP)

Daniel Snyder é o proprietário do Washington Football Team (Foto: AFP)

LANCE!
27/08/2020
16:08
Rio de Janeiro (RJ)

Dirigentes do Washington Football Team, da NFL, são alvos de novas acusações de assédio sexual por mulheres que trabalharam na franquia. Na última quarta-feira, reportagem do jornal "The Washington Post" revelou que 25 ex-cheerleaders acusam executivos de terem gravado imagens íntimas sem que elas soubessem, em 2008. 

O antigo executivo da equipe, Larry Michael, teria encomendado vídeos das mulheres para o proprietário da franquia, Daniel Snyder, em que elas apareciam parcialmente nuas durante uma sessão de fotos do calendário de 2008. O ex-funcionário Brad Baker teria sido instruído por Michael a fazer o vídeo.

"Larry disse algo no sentido de 'Temos um projeto especial que precisamos realizar para o proprietário hoje. Ele precisa de nós para obter as boas partes do vídeo dos bastidores da filmagem das líderes de torcida em um DVD para ele", relatou Baker, ao jornal.

Snyder divulgou um comunicado negando as alegações específicas e dizendo que não tinha conhecimento dos incidentes.

- Quero afirmar inequivocamente que isso nunca aconteceu. Além disso, não tenho nenhum conhecimento dos vídeos de dez anos mencionados na história. Eu não solicitei sua criação, e eu nunca os vi - afirmou Snyder.

Há um mês, o mesmo jornal noticiou que 25 mulheres relataram ter sofrido assédio sexual enquanto trabalhavam para a equipe, que até pouco tempo atrás se chamava Washington Redskins, entre os anos de 2006 e 2019.

Elas disseram que executivos, colegas e jogadores do sexo masculino comentavam sobre seus corpos e roupas, e faziam insinuações sexuais e avanços indesejados.

Depois da publicação, Snyder prometeu tomar providências e anunciou uma investigação independente para apurar os fatos.

Depois das mais recentes acusações, o comissário da NFL Roger Goodel divulgou um comunicado em que repudia os atos descritos.

“Condenamos veementemente o comportamento não profissional, perturbador e repugnante e o ambiente de trabalho alegado no relatório, que é totalmente inconsistente com nossos padrões e não tem lugar na NFL”, disse.

Ele afirmou ainda que uma investigação independente sobre essas questões está em andamento, "liderada por um advogado altamente experiente recomendado por nosso escritório".

"Continuaremos monitorando o progresso desta investigação e garantir que o clube e seus funcionários cumpram com sua obrigação de dar total cooperação aos investigadores. Se a qualquer momento o clube ou qualquer pessoa associada ao clube deixar de fazê-lo, o advogado investigador foi solicitado a informar prontamente nosso escritório e tomaremos as medidas cabíveis. Quando a investigação for concluída, revisaremos as descobertas e tomaremos as medidas cabíveis naquela hora", completou.

O Washington Football Team divulgou um comunicado em resposta ao artigo.

"Estamos profundamente angustiados com essas terríveis alegações e estamos comprometidos em investigá-las completamente. Nossa prioridade é criar uma cultura onde nossos funcionários - dentro e fora do campo - sejam respeitados e capacitados", disse a franquia.