Bap diz que cortes nos esportes olímpicos são necessários para reforçar futebol do Flamengo
Presidente do Rubro-Negro afirma que lei das SAFs prejudica clubes do Brasil

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A apresentação de Paquetá seria um dia de festa para a torcida do Flamengo. Mas na coletiva de imprensa, o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, foi questionado sobre os constantes cortes nos esportes olímpicos. Enquanto o clube se prepara para lidar com uma previsão de pagamento de impostos que pode chegar a R$ 700 milhões nos próximos anos, a corda estourou no lado mais frágil: os esportes olímpicos. Nomes como os campeões olímpicos Isaquias Queiroz e Rafaela Silva deixaram a Gávea. O esporte paralímpico foi praticamente encerrado. E até crianças acabaram sofrendo com as mudanças. Bap assumiu que os cortes são para direcionar mais verba para o futebol.
— Eu adoraria apoiar os esportes olímpicos no Brasil, mas por causa dessa legislação eu não posso mais fazer isso, porque o carro-chefe dos esportes rubro-negros é o futebol — afirmou.
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Para Bap, mesmo com as premiações milionárias recebidas com as últimas conquistas e com todas as receitas vindas do bom momento do clube não é possível manter o time na briga pelo topo do futebol sul-americano sem os demais recursos vindos dos cortes do esporte olímpico. Isso se daria por conta da estrutura tributária e os incentivos criados para as Sociedades Anônimas do Futebol na Lei das SAFs. Segundo o presidente, a legislação atual permite que o futebol administrado dessa forma se isole com uma carga tributária menor, sem a contrapartida de investir na formação de atletas.
@tntsportsbr BAP FALA SOBRE APOIAR OS ESPORTES OLÍMPICOS! O presidente do Flamengo comentou sobre os recentes cortes de modalidades olímpicas com a canoagem e o remo. #FutebolBrasileiro #Olimpiadas
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— Você pode vir como capital estrangeiro para cá, ser absolutamente extrativista, distribuir dividendos para fora, ao invés de você investir nos clubes aqui. Não me parece fazer nenhum sentido isso. Nós estamos nos engajando nessa campanha pelo esporte nacional, não é só pelo futebol — completou.

A saída de Isaquias Queiroz, um dos maiores medalhistas olímpicos da história do Brasil, e da judoca Rafaela Silva, campeã olímpica e mundial, é o símbolo máximo de uma política de redução de custos que ignora a história poliesportiva do clube. Enquanto famílias buscam respostas sobre o futuro de jovens promessas na natação, ginástica e remo, o debate político ferve.

— Nós estamos nos engajando nessa campanha pelo esporte nacional, não é só pelo futebol — completou Bap, reforçando que a proteção das modalidades amadoras será um pilar central de sua plataforma contra o que chama de "extrativismo" financeiro.
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A crítica de Bap foca no desequilíbrio: enquanto a SAF oferece um refúgio fiscal para o futebol bilionário, os esportes olímpicos, que dependem da estrutura do clube associativo, acabam sufocados financeiramente.
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