Petraglia

(Divulgação)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
15/05/2019
08:37
Curitiba (PR)

"Cale-se, então". Foi com esta ordem que Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, interrompeu diálogo com a repórter Luana Kaseker, da 'Gazeta do Povo', durante entrevista coletiva sobre o doping dos jogadores Thiago Heleno e Camacho. A reação intempestiva do todo-poderoso do Furacão começou após a repórter questionar sobre o balanço da dívida da Arena da Baixada e, depois, levantar mais questionamentos sobre o doping.

Petraglia ainda é sobrevivente da classe de dirigentes jurássicos, que buscam intimidar sempre que contrariados. Ele poderia se recusar a responder, tem este direito. Mas sem a necessidade de humilhar uma profissional que, pasme, fez o que se espera em sua profissão. Mas optou pela via arbitrária, comum àqueles que desejam uma imprensa solidária, clubista, provinciana. Chegou a cobrar que os jornalistas ajudem a melhorar a imagem do clube e de seus jogadores.

Nome, escudo, camisa. O Athletico que desafia a lógica e se coloca na posição de entrar para o seleto clube dos grandes precisa agora revitalizar também a mentalidade de quem o dirige.

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