Galvão e PC Vasconcellos comentam protestos: 'É fundamental que sejamos antirracistas'
No programa 'Bem, Amigos!', do 'SporTV', comentaristas debateram onda de manifestações no Estados Unidos e lembraram representatividade de atletas em ações populares

O mundo do futebol segue parado por conta da pandemia de coronavírus, mas isso não significa que os atletas e comunicadores esportivos estejam fora das recentes manifestações antirracistas que acontecem nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, o assunto no "Bem, Amigos!" abordou também os protestos no país norte-americano.
Assim como o narrador Galvão Bueno lembrou da força da representatividade dos jogadores em movimentos sociais como estes, o comentarista Paulo César Vasconcellos fez questão de reforçar que a luta contra o racismo possui raízes bem mais profundas que a morte de dois homens negros, nas últimas semanas.
- É fundamental que sejamos antirracistas. Não dá mais para se suportar determinadas situações que vão do assassinato do um menino João Pedro até o assassinato de George Floyd. É um momento em que a sociedade mundial Tem que se indignar. Há muito tempo os negros sofrem em excesso, como observou o Galvão. É hora do negro mostrar a sua força, o seu poder e a sociedade acompanhá-lo porque só o negro sabe o tamanho da dor que ele sente por séculos.
As manifestações acontecem depois da morte de um homem negro por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos. George Floyd, de 46 anos, foi imobilizado e torturado por Derek Chauvin e morreu por asfixia, segundo revelou a autópsia.
No Brasil, outro caso ficou conhecido e gerou repercussão também entre os jogadores. A morte do jovem João Pedro Mattos, de 14 anos, impressionou os brasileiros depois que o jovem negro foi baleado durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em maio.
- Temos vários esportistas, do basquete e futebol americano. Tem o LeBron James, ídolo do basquete, saindo com força total contra o racismo. O Lewis Hamilton deu declarações duras e chamou outros pilotos para que participassem. (...) Tudo isso é muito positivo. O lado negativo é por parte de alguma violência dos policias por lá (nos EUA) e alguma violências e seques por pessoas que se infiltram no movimento. Aconteceu muito isso aqui no movimento de 2013, os chamados Black Blocks - afirmou Galvão Bueno.
O narrador comentou que não imaginava que, em 2020, ele estaria debatendo questões raciais na televisão. Além de destacar as ações populares, Galvão ressaltou que Brasil e Estados Unidos possuem "dívidas históricas" com pessoas de peles negras e acredita que os movimentos podem "saldar esta conta" do passado, que deriva da escravidão.

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