Mario Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório posam lado a lado

Mario Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório posam lado a lado (Arquivo Pessoal)

Alexandre Araújo
18/06/2018
06:35
Rio de Janeiro (RJ)

A escolha de um novo presidente do Fluminense só acontece no fim do ano que vem, a eleição, porém, já começa a dar a cara nas Laranjeiras. Diante do conturbado momento político pelo qual passa o Tricolor, rivais no último pleito (vencido por Pedro Abad), Mario Bittencourt e Celso Barros – segundo e terceiro colocado, respectivamente – estiveram em evento de sócios que aconteceu recentemente e sinalizam para uma união, que contaria também com Ricardo Tenório, candidato a vice na chapa de Bittencourt e tem passagem como vice-presidente de futebol do clube.

Grupos de oposição têm a ideia de que tal conciliação – muito devido ao número de votos, uma vez que Abad venceu com pouco mais de 50% – pode ter a força necessária para bater, nas urnas, a FluSócio, associação da qual Peter Siemsen e Pedro Abad fazem parte e que vai completar nove anos no poder ao fim do atual mandato de Abad.

A princípio, ainda não há um nome que encabeçaria tal iniciativa, o que deve ser feito mais à frente, de acordo com quem tiver melhor aceitação na base de sócios, de acordo com as pesquisas.

Diante disso, pode ser que o cenário da próxima eleição presidencial do Fluminense seja um pouco "mais simples" do que o último - quando, até próximo à data da escolha havia cinco candidatos – e seja mais polarizada em duas frentes, com situação e oposição.

Um dos termômetros da oposição a Abad que vem dando confiança é justamente a arquibancada. A derrota diante do Santos, na última rodada do Brasileiro antes da paralisação para a Copa do Mundo, é usada como exemplo. Na ocasião, ainda durante o intervalo, protestos contra o atual mandatário puderam ser claramente ouvidos.

O evento, organizado pelo grupo “Tricolor de Coração” e “Tricolores de Petrópolis”, ainda teve a presença dos ex-jogadores Marcão, Duílio e Ronald.

Crise política

Desde o começo do ano o Fluminense tem tido bastidores políticos conturbados. O presidente Pedro Abad perdeu apoio de diversos grupos que eram aliados à atual gestão e a situação ficou ainda mais exposta após o atraso na entrega do balanço referente ao ano passado (fim de abril é o prazo estipulado pela "Lei Pelé).

Em meados de maio, cinco vices-presidentes de importantes pastas (integrantes da "Unido e Forte", grupo de Cacá Cardoso) deixaram os respectivos cargos.