Análise: gramado atrapalha o Fluminense, mas ausência de camisa 10 pesa tanto quanto
Tricolores saíram criticando o campo de jogo

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O empate sem gols entre Fluminense e Operário-PR, em Ponta Grossa, nesta quinta-feira (23), teve dois fatores que travaram completamente a atuação tricolor: as péssimas condições do gramado e a falta de um articulador no meio-campo. Em uma noite de pouca inspiração técnica e muita disputa física, Luis Zubeldía abriu mão da criatividade e encontrou enormes dificuldades para produzir ofensivamente.
➡️Martinelli sai machucado sem conseguir pisar no chão e preocupa Fluminense
O campo do Germano Krüger foi protagonista negativo da partida. A bola quicava de forma irregular, especialmente na faixa central, o que comprometeu o controle, a troca de passes e qualquer tentativa de construção mais limpa. Tanto Fluminense quanto Operário tiveram problemas para dar sequência às jogadas, em um cenário que transformou a partida em um duelo truncado, de muitas faltas, divididas e erros técnicos básicos.
Dentro desse contexto já desfavorável, o Fluminense ainda entrou em campo sem seus principais articuladores. Lucho Acosta segue fora por lesão, Savarino foi preservado por controle de carga e Ganso permaneceu no banco durante todo o jogo. A escolha de Zubeldía foi por um trio de meio-campo com Martinelli, Hércules e Alisson, em uma formação sem um meia clássico de criação.
A lesão precoce de Martinelli, logo nos primeiros minutos, ainda desmontou parte do planejamento inicial. Otávio entrou em seu lugar e o Fluminense reorganizou o setor, mas sem alterar o problema principal: a ausência de criatividade. O time manteve volume territorial em alguns momentos, porém sem repertório para transformar posse em perigo real.
Na prática, o Tricolor perdeu capacidade de articularo jogo, encontrar espaços entre linhas e abastecer o ataque com qualidade. Sem um camisa 10 para pensar o jogo, a equipe passou a depender de ligações diretas e jogadas individuais pelos lados. O problema é que Canobbio e Serna, acionados como pontas, também não conseguiram desequilibrar. Ambos são jogadores de intensidade, profundidade e ataque ao espaço, mas pouco renderam em um confronto que exigia drible curto e refinamento técnico, como de costume.
O empate fora de casa não é um resultado ruim em mata-mata, especialmente levando a decisão para o Maracanã. Ainda assim, a atuação deixou um alerta importante. Quando abre mão dos seus criadores e não encontra alternativas técnicas, o Fluminense se torna previsível, depende demais do vigor físico e perde capacidade de controlar jogos. O gramado atrapalhou muito. Mas a falta de um camisa 10 pesou tanto quanto.
Operário x Fluminense
Operário-PR e Fluminense ficaram no 0 a 0 nesta quinta-feira (23), no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR), pelo jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil. O jogo de volta no Maracanã será no dia 12 de maio.
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O que vem por aí para o Fluminense?
O Fluminense volta a campo neste domingo (26) contra a Chapecoense, pelo Brasileirão, às 20h30 (de Brasília), no Maracanã. Em seguida, o time viaja até a Bolívia para enfrentar o Bolívar, pela Libertadores.

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