OPINIÃO: Nem Brasil, nem Argentina, Rossi é o goleiro de uma nação de 40 milhões
Argentino brilha e é herói do Flamengo desde a fase de grupos da Libertadores

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Quem diria que seria Agustín Rossi o protagonista do Flamengo no tetracampeonato da Libertadores? Da fase de grupos à decisão, o goleiro argentino colecionou grandes momentos. Só um milagreiro poderia roubar os holofotes de um time de tanto poderio ofensivo. O arqueiro de 30 anos não tomou gol em nove dos 13 jogos da equipe na competição — incluindo a grande final — e escreveu definitivamente seu nome na história rubro-negra.
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O ex-Boca Juniors chegou à Gávea em julho de 2023 e, com sua tranquilidade única, foi ganhando espaço até virar incontestável sob comando de Filipe Luís. Inicialmente, se destacou especialmente pelo jogo com os pés, essencial para o funcionamento tático ordenado por seu comandante, mas a trajetória até a glória eterna afirmou o seu poder de decisão debaixo das traves.

Além dos milagres, as características tipicamente argentinas de Rossi o fizeram cair nas graças da torcida. Com frieza, catimba e controle psicológico, o goleiro simboliza a campanha com mais "cara de Libertadores" do Flamengo. Como dizem no futebol, o Rubro-Negro "soube sofrer", mas só porque confia muito no responsável pela defesa da sua meta.
É impossível contar a história do tetra rubro-negro sem falar do heroísmo do argentino. A campanha esteve perto até de ser vexatória. Com milagre no último lance da partida, Rossi evitou a queda do Flamengo ainda na fase de grupos. Nas quartas, contra o ex-clube Estudiantes, falhou. Mas só para tornar o roteiro ainda mais emocionante. Na disputa de pênaltis, garantiu a Filipe Luís que salvaria a vaga e assim o fez. Não fosse suficiente, voltou a brilhar na Argentina com defesas impressionantes contra o Racing.

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O goleiro não teve muitas oportunidades na seleção argentina. Perto de se naturalizar brasileiro, tem a possibilidade de vestir a camisa do Brasil especulada. Para os rubro-negros, porém, nada disso importa. O camisa 1 já defende a Nação que interessa. Uma nação de 40 milhões de fãs de Rossi.
Flamengo, o maior do Brasil na Libertadores
Ninguém tem mais Libertadores que o Flamengo no Brasil. E só os 40 milhões de rubro-negros sabem a dificuldade que foi a escalada até esse posto. Um jejum de 38 anos, de 1981 a 2019, terminou em Lima. Novamente na capital peruana, o Mais Querido conquista o terceiro título continental em sete anos. Ainda exorciza o fantasma da decisão de 2021, o capítulo mais doloroso da rivalidade com o Palmeiras.
O tetracampeonato foi com cara de Libertadores, mais do que qualquer outro título rubro-negro. Quase foi eliminado na fase de grupos. Mas não, esses tempos ficaram para trás. Não é mais aquele time de 2012, de 2014… Depois, venceu batalhas épicas em território argentino nas quartas e semifinais. Pode não ter sido um troféu com o encantamento de 2019 ou a dominância de 2022, mas e daí? Foi com raça, amor e paixão. Foi com a cara do Flamengo.
Não faz muito tempo que o torcedor ouvia que o clube não tinha tradição em Libertadores. Hoje, ninguém tem mais que o Flamengo no país. É o Rubro-Negro que assusta os rivais sul-americanos. O time a ser batido. O bicho-papão da América. É dia de festa na favela, nos lares do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.
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