Jorge Jesus

'Ciente de que não é "milagreiro", Jesus esperou a Copa América para iniciar seu trabalho' (Foto: Reprodução/Twitter)

Vinícius Faustini
04/06/2019
08:55
Rio de Janeiro (RJ)

A contagem regressiva até Jorge Jesus assumir o comando do Flamengo promete ganhar contornos messiânicos entre a Nação. Além do desafio de repetir grandes trabalhos feitos no Benfica e no Sporting, o treinador português tem uma missão árdua: fazer a equipe repleta de astros entrar nos eixos e se firmar bem na briga por títulos de ponta.

Ciente de que não é milagreiro (ao contrário do que seu nome pode supor), Jesus optou por iniciar seu trabalho na Gávea apenas durante a parada da Copa América. A "cartada" é válida, pois, com um mês dedicado exclusivamente a treinos, o português poderá testar variações no time até definir qual estilo de jogo implementará no Flamengo para a sequência da temporada.

Entre os ajustes emergenciais, estão a busca para evitar que o time tome gols bobos com frequência. Já a outra "dor de cabeça" não parece tão forte: selecionar os titulares do meio para a frente, em um elenco que conta com nomes como Diego, De Arrascaeta, Éverton Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique.

Mesmo com um treinador conceituado, a torcida age como Tomé, o apóstolo que precisou "ver para crer". Por mais que a presença de um treinador europeu cause impacto e traga novas maneiras de enxergar o futebol, o Flamengo precisará corresponder em campo com resultados de encher os olhos rapidamente. Até onde Jorge Jesus terá chance de realizar seu trabalho alheio à Via Crúcis das pressões externas?

Jorge Jesus disse que "a grandeza do Flamengo" pesou para o acordo. Agora, cabe ao português saber caminhar em meio às linhas tortas da paixão rubro-negra e evitar que seja crucificado aos olhos da Nação.