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'Mozer conhece a Gávea como a palma da mão'

Jornalista Roberto Assaf fala da carreira do ex-zagueiro e analisa a chegada do ídolo rubro-negro ao Flamengo, agora como gerente de futebol

Mozer foi anunciado nesta segunda como novo gerente de futebol
imagem camera(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 14/06/2016
01:33
Atualizado em 23/06/2016
13:04

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Mozer jogou por 20 anos, das divisões de base do Flamengo, onde começou, ao Kashima Antlers, do Japão, no qual encerrou a carreira, passando pela Seleção Brasileira, que defendeu entre 1983 e 1994. Foi zagueiro do Benfica e do Olympique Marseille. Também trabalhou como técnico por uma década, em Portugal, um período como auxiliar de José Mourinho, em Angola e no Marrocos.

Logo, a sua experiência é sem dúvida significativa. Além disso, conhece a Gávea como a palma da mão, e mais, a eterna empáfia do torcedor rubro-negro, que acaba impregnando os atletas, e que já levou o clube a derrotas inimagináveis.
Mozer chegou a jogar como centroavante nas divisões de base, para aproveitar a altura – tinha quase um metro e noventa – mas acabou se fixando na zaga. Tinha o estilo clássico. No entanto, também era capaz de dar bicos para os lados, quando necessário, e até distribuir pancada, deficiência que compensava com arrancadas velozes em direção ao gol adversário, além de mostrar facilidade no jogo aéreo, defendendo ou atacando, marcando gols importantes.

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Estreou com 19 anos de idade num Fla-Flu da Taça Guanabara, em 13 de julho de 1980. O Flamengo venceu por 2 a 0. E logo ganhou a confiança de todos, revezando-se com Rondinelli, Marinho, Manguito e Nélson. Estava entre os 11 craques que levantaram o Mundial Interclubes em 1981. Começou a ganhar projeção internacional em 1984, ao assinalar quatro gols em quatro partidas contra o Santos, por Libertadores e Brasileiro.

Em 1987, trocou a Gávea pela Europa, primeiro Portugal, depois França, novamente a "terrinha", e mais adiante os demais países já citados. Como andou afastado do Flamengo por longo período, Mozer talvez ainda não saiba que a atual diretoria não é muito íntima do futebol, o que pode atrapalhar o seu trabalho.


No entanto, como foi boleiro e treinador, e embora não tenha ocupado o cargo de gerente, conviveu por bom tempo no Flamengo com o falecido Domingos Bosco, um exemplo de eficiência na função, o que poderá ajudá-lo a solucionar muitos problemas do cotidiano rubro-negro, dentro e fora do campo. Que assim seja.
A FICHA DE MOZER

Nome completo: José Carlos Nepomuceno Mozer
Nascimento: 9 de setembro de 1960, no Rio de Janeiro/RJ
Posição: zagueiro
Jogos e gols pelo Flamengo: 292 e 14
Estreia: 13 de julho de 1980 (2 x 0 Fluminense/RJ - Taça Guanabara, no Maracanã/RJ)
Último jogo: 26 de junho de 1987 (1 x 1 Seleção de Petrolina/PE - Amistoso, em Petrolina/PE)
Jogos e gols pela Seleção Brasileira: 37 e 0 (entre 28 de julho de 1983 e 20 de abril de 1994)
Principais títulos conquistados no Flamengo: Taça Guanabara (1980, 1981, 1982 e 1984), Taça Rio de Janeiro (1983, 1985 e 1986), Estadual / RJ (1981 e 1986), Campeonato Brasileiro (1982 e 1983), Copa Libertadores da América (1981) e Mundial Interclubes (1981)
Títulos no exterior: Campeonato Português (1989 e 1994), Copa de Portugal (1993), Supercopa de Portugal (1989), Campeonato Francês (1990, 1991 e 1992) e Campeonato Japonês (1996)

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