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Jardim assume responsabilidade após empate em Flamengo x Vasco: 'Entregamos'

Rubro-Negro abriu 2 a 0, mas levou dois gols na reta final

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Lucas Bayer
Rio de Janeiro (RJ)
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Pedro Werneck
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 03/05/2026
18:48
Atualizado há 1 minutos
Leonardo Jardim conversa com a imprensa após Flamengo x Vasco (Foto: Lucas Bayer / Lance!)
imagem cameraLeonardo Jardim conversa com a imprensa após Flamengo x Vasco (Foto: Lucas Bayer / Lance!)

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O técnico Leonardo Jardim, do Flamengo, assumiu responsabilidade pelo empate por 2 a 2 com o Vasco neste domingo (3), no Maracanã, pelo Brasileirão. O Rubro-Negro abriu 2 a 0 no placar, com gols de Pedro e Jorginho, mas viu o Cruz-Maltino buscar o resultado em cruzamentos na área finalizados por Robert Renan e Hugo Moura. Na entrevista coletiva, o português reconheceu a queda de produção da sua equipe, especialmente após as substituições na segunda etapa.

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— O que posso dizer é que tivemos 70, 75 minutos aceitáveis, fizemos dois gols e criamos mais uma ou duas situações. A partir de então, entregamos o jogo ao adversário, deixamos de ganhar duelos, pressionar os jogadores. Eles cruzaram com muita facilidade e assim fizeram dois gols. O Flamengo tem que jogar. A mensagem que deixei aos jogadores foi essa: deixamos de jogar e isso permitiu que o adversário crescesse. Todos somos responsáveis, mas eu sou o principal, porque não soube colocar jogadores que mantivessem o nível dos primeiros 30 minutos (do segundo tempo). O adversário conseguiu reagir e justificou o empate pelo volume que teve no final. Eu disse a eles: quando a gente entra ganhando, tem mais responsabilidade do que perdendo. Segurar o resultado é muito importante, jogando um minuto, dez ou quinze. Isso tem que ser uma diretriz marcante — analisou.

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Aos 15 minutos da segunda etapa, já com o placar favorável de 2 a 0, Jardim trocou Luiz Araújo e Samuel Lino por De La Cruz e Bruno Henrique. Depois, aos 37', substituiu Jorginho por Saúl, logo antes do primeiro gol do Vasco. Nos acréscimos, Wallace Yan entrou na vaga de Pedro e também não tardou para o empate cruz-maltino. Segundo o técnico do Flamengo, as mudanças não tiveram o efeito desejado.

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— Nossos três meias estavam fora, dois machucados (Paquetá e Arrascaeta) e um suspenso (Carrascal). Com certeza parte do déficit de perdas de bola passa pelas adaptações que fizemos, Araújo e Plata jogaram por dentro em alguns momentos, não são da posição. Na parte final, reforçamos o meio-campo com jogadores experientes (Saúl e De La Cruz) para ter mais a bola, mas não surtiu efeito e fomos dominados — avaliou.

O treinador deixou de fazer uma das cinco substituições possíveis, assunto que também abordou na coletiva.

— As mexidas tiveram objetivo de reforçar o meio-campo para segurar mais a bola e defender os laterais deles, com pressão mais próxima para evitar cruzamentos. A ideia inicial era essa. Quando mexi na equipe, não ia tirar o Plata que era o melhor jogador em campo. Depois poderíamos mexer na linha defensiva ou no volante, mas decidi não fazer, pois queria manter a estrutura nas bolas paradas — completou o português.

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Pedro, do Flamengo, finaliza pressionado pelos defensores do Vasco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Pedro, do Flamengo, finaliza pressionado pelos defensores do Vasco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Outras respostas de Leonardo Jardim, técnico do Flamengo

Gols do Vasco em cruzamentos

— Em relação aos cruzamentos, precisamos primeiro evitar que a bola chegue à área. Nós facilitamos esse tipo de jogo, não reduzimos espaço. E, claro, devemos ganhar duelos dentro da área. Jogamos contra o Estudiantes na Libertadores, time que se baseava nesse tipo de duelos. E hoje o Vasco se aproveitou dessas situações. A gente sabia que a equipe do Vasco estava fresca, tentaria de tudo no final, nosso time estava mais cansado. Mas tínhamos que dar outra demonstração de maturidade e controle de jogo.

Bons momentos de Plata e Pedro

— Desde o início, quando cheguei, valorizei esses jogadores que estavam em momento difícil, mas que já provaram no passado a qualidade e ainda são jovens. A conversa foi muito aberta, o importante era fazer o que já fizeram no passado, dentro das regras da equipe. Plata numa primeira fase não estava integrado, mas voltou a aderir melhor às ideias.

Não trocar Alex Sandro por Ayrton Lucas

— Os cruzamentos eram a arma deles. Alex Sandro é nosso jogador mais forte nesse tipo de jogo, já tinha tirado duas ou três bolas. Teríamos o Ayrton em uma situação que não é a melhor dele. Nosso problema não foram os laterais, mas sim os pontas não terem sido mais agressivos na primeira fase.

Disputa por posição entre Erick Pulgar e Evertton Araújo

— Erick é um jogador extraordinário também, vai ter que se recuperar da lesão, voltar a treinar e mostrar sua competência. Se estivesse 100%, certamente teria entrado. Erick estava bem, Evertton era segunda opção, agora os papéis se inverteram. O desgaste é grande, a gente precisa de todos.

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