Incêndio no Ninho do Urubu, CT do Flamengo, completa sete anos
Dez jovens atletas morreram na tragédia

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O incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que matou 10 jovens atletas, completa sete anos neste domingo (8). Na véspera da data que marca sete anos da tragédia, no jogo contra o Sampaio Corrêa, no Maracanã, torcedores rubro-negros homenagearam as vítimas.
Membros do "Flamengo da gente", um grupo de torcedores do clube carioca, distribuíram adesivos em alusão ao ocorrido, buscando dar luz ao caso e, principalmente, enaltecer a memória dos jogadores que faleceram na tragédia.
Dentro do Maracanã, uma faixa com o dizer "não esquecemos" foi erguida por torcedores. A mãe de Christian Esmério, Andréia, e o pai de Bernardo Pisetta, Darlei, pais de duas das vítimas, estiveram no estádio a convite do Flamengo.

Aos 10 minutos de jogo, como tradição em partidas do Flamengo, torcedores cantaram uma música em homenagem aos Garotos do Ninho.
"Ah! Como eu queria ter vocês aqui
Honrando o manto do Mengão
Com raça e paixão!
Mas, essa Nação jamais vai esquecer
O Flamengo vai jogar
Pra sempre por vocês!
Ô, olê, olê, olê, olê, olê
São dez estrelas a brilhar
No céu do meu Mengão"
Novo memorial no Ninho do Urubu
O Flamengo inaugurou um novo memorial no Ninho do Urubu dedicado às vítimas da tragédia no centro de treinamento. Familiares dos jovens atletas estiveram no local neste domingo.

Últimas atualizações sobre a investigação do incêndio no Ninho do Urubu
Em outubro de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro absolveu os últimos réus do processo criminal que investigava as responsabilidades pelo incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em 8 de fevereiro de 2019. A decisão foi tomada pela 36ª Vara Criminal da Capital, que concluiu não existirem provas suficientes de que os acusados tenham tido participação direta no episódio.
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Na época, o juízo da 36ª Vara Criminal da Capital destacou que não é possível atribuir responsabilidade penal apenas com base no cargo ocupado, sem comprovação de conduta ou omissão que tenha contribuído para o resultado.
Confira a lista dos nomes absolvidos:
- Antônio Marcio Mongelli Garotti - diretor-financeiro (CFO) do Flamengo;
- Marcelo Maia de Sá - diretor-adjunto de patrimônio;
- Danilo Duarte - engenheiro responsável-técnico pelos contêineres;
- Fabio Hilário da Silva - engenheiro responsável-técnico pelos contêineres;
- Weslley Gimenes - engenheiro responsável-técnico pelos contêineres;
- Claudia Pereira Rodrigues - responsável pela assinatura dos contratos da NHJ;
- Edson Colman - Sócio da Colman Refrigeração, que realizava a manutenção no ar condicionado;
A Justiça também determinou a extinção da punibilidade de Eduardo Bandeira de Mello, que presidia o Flamengo à época, devido ao tempo decorrido desde o início do processo. Outros denunciados já haviam sido retirados da ação em etapas anteriores da investigação.
Atletas do Flamengo mortos no incêndio
- Athila Paixão, 14 anos
- Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos
- Bernardo Pisetta, 15 anos
- Christian Esmério, 15 anos
- Gedson Santos, 14 anos
- Jorge Eduardo, 15 anos
- Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos
- Rykelmo Viana, 16 anos
- Samuel Thomas Rosa, 15 anos
- Vitor Isaias, 15 anos
Relembre o caso
O incêndio ocorreu por volta das cinco horas da manhã. Os alojamentos, montados em uma estrutura de contêineres, pegaram fogo após um problema no ar-condicionado, enquanto os jovens dormiam. As chamas se alastraram rapidamente por conta do tipo de material utilizado na construção e da estrutura do local.
Em 2025, o Flamengo firmou acordo de indenização com a última família que ainda não havia sido contemplada, a do goleiro Christian Esmério.
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