Flamengo aprova medida que veta participação de dirigentes de outros clubes em eleição
Nova regra impede dirigentes ligados a outros clubes ou SAFs de atuarem no Rubro-Negro

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Os sócios do Flamengo aprovaram, em votação realizada no Conselho Deliberativo nesta terça-feira (3), uma emenda estatutária que impede a participação, em qualquer instância de poder do clube, de pessoas que exerçam funções em outras agremiações esportivas ou em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), sejam elas nacionais ou estrangeiras.
A proposta foi aprovada por ampla maioria: 409 votos a favor, 111 contra e 15 abstenções. A emenda foi idealizada pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e contou com o aval dos conselheiros rubro-negros.

Com a mudança, passa a ser vedada a atuação, no Flamengo, de qualquer associado que exerça — direta ou indiretamente — funções que lhe confiram poder de decisão, aprovação ou implementação de atos de gestão e administração em outro clube ou SAF. O texto é abrangente e inclui cargos como investidor, acionista, cotista, gestor, administrador, diretor ou conselheiro, independentemente de remuneração.
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O regulamento também equipara à condição de investidor ou gestor o associado que realize aporte financeiro, empréstimos, garantias ou qualquer tipo de suporte econômico a outra agremiação ou SAF, mesmo que de forma eventual, gratuita ou informal, seja diretamente ou por meio de empresas das quais participe.
Outro ponto central da emenda é a criação de um período de quarentena. De acordo com o texto aprovado, o impedimento só cessará após 12 meses contados a partir do desligamento formal, efetivo e comprovado do associado em relação ao outro clube ou SAF, além da alienação integral de qualquer participação direta ou indireta e do encerramento de qualquer vínculo econômico, financeiro ou de gestão.
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Na prática, isso significa que um dirigente que tenha atuado recentemente em outro clube só poderá assumir cargo no Flamengo após um ano completo de afastamento.
Um exemplo que ajuda a ilustrar a nova regra é o de Marcos Braz, dirigente histórico do Flamengo, que trabalhou por anos no futebol do clube e recentemente deixou uma função ligada ao Remo. A nova emenda impede sua participação imediata em qualquer poder do Flamengo, exigindo o cumprimento do prazo de 12 meses.

A diretoria defende que a medida fortalece a governança, evita conflitos de interesse e reforça a independência institucional do Flamengo, especialmente em um cenário de crescimento das SAFs no futebol brasileiro e internacional.
Com a aprovação, o dispositivo passa a integrar oficialmente o regulamento do clube e já tem efeito sobre futuras nomeações e participações na estrutura de poder rubro-negra.
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